Dois terços dos americanos querem tomar vacina antigripe

Só 11% se dizem muito preocupados com a nova gripe suína; outros 29% se dizem um tanto preocupados

Reuters

27 Agosto 2009 | 18h46

Mais de 90% dos norte-americanos pretendem fazer algo para se proteger da pandemia da gripe H1N1, e mais de 60% pretendem se vacinar, segundo uma pesquisa da Cruz Vermelha Americana, divulgada na quinta-feira.    

 

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Só 11 por cento dos entrevistados se dizem muito preocupados com a nova gripe suína, e outros 29% se dizem um tanto preocupados. O resto - 60% - diz não estar preocupado.

Mas quase todos pretendem fazer algo, mesmo que seja apenas usar lenços de papel ou lavar as mãos com mais frequência, disse a pesquisa feita com 1.002 adultos.

A Corporação Caravan de Pesquisas de Opinião fez a pesquisa telefônica para a Cruz Vermelha em julho. A margem de erro é de cerca de 3 pontos percentuais.

A nova cepa da gripe suína H1N1 está se espalhando pelo mundo e se manifestou em todo o território dos EUA durante o verão no hemisfério norte - algo que não acontece com a gripe sazonal comum. Sanitaristas prevêem que a doença se tornará ainda mais comum quando o clima esfriar e as férias escolares terminarem.

Médicos e cientistas concordam que há pouco a fazer para conter o vírus, embora os laboratórios se apressem em preparar vacinas para uma imunização em massa. Thomas Frieden, diretor do Centro de Prevenção e Controle de Doenças, disse nesta semana que a vacinação não poderá começar antes de meados de outubro.

Enquanto isso, as autoridades orientam a população a se proteger mantendo as mãos limpas, cobrindo tosses e espirros e permanecendo em casa quando estiverem doentes.

Elas também recomendam as pessoas que se preparem para ficar até duas semanas em casa para cuidar de filhos e parentes doentes, ou caso a gripe se agrave e haja necessidade de interditar escolas, locais de trabalho e ambientes de reunião pública.

A pesquisa mostrou que há menos pessoas preparadas para tal contingência. Apenas 46% disseram estar estocando comida, água e remédios que seriam necessários para a quarentena de duas semanas.

E 39% dos pais dizem que não receberam orientações de escolas e creches sobre as precauções. Apenas 29% pretendem evitar aglomerações.

"Embora a maioria dos norte-americanos não esteja muito preocupada com o vírus, eles parecem interessados em tomar medidas para proteger a si e sua família," disse Scott Conner, vice-presidente-sênior da Cruz Vermelha Americana.

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