Egito nega que sementes de feno-grego sejam causa do surto de E. Coli

União Europeia decidiu esta semana retirar as sementes importadas do Egito do mercado

Efe

07 Julho 2011 | 15h41

Cairo - O Ministério da Agricultura do Egito negou nesta quarta-feira que as sementes de feno-grego egípcias estejam infectadas e sejam a causa do surto da bactéria E. coli em alguns países europeus, que retiraram este produto do mercado.

Em comunicado divulgado pela agência oficial de notícias Mena, a Direção Central de Quarentena Agrícola do Ministério ressaltou que "não existe até agora nenhum resultado positivo que confirme que as sementes de feno-grego egípcias estejam contaminadas".

Além disso, a nota destaca que "as análises efetuadas nas sementes nos laboratórios egípcios demonstraram que estão saudáveis e que não contêm em absoluto essa doença".

A União Europeia (UE) decidiu na terça-feira retirar do mercado todas as sementes importadas do Egito e proibir sua entrada em território comunitário por causa de seu vínculo com o surto de E. coli na Alemanha e na França, que causaram 50 mortes na Europa.

Os 27 países da UE tomaram esta decisão com base em informações divulgadas pela Autoridade Europeia de Segurança Alimentar (EFSA), que apontou as sementes de feno-grego procedentes do Egito como "vínculo comum mais provável" do surto.

Já no dia 1º de julho, o Ministério da Agricultura egípcio rejeitou que as sementes exportadas à Europa em 2009 e 2010 fossem a causa das infecções registradas na Alemanha e na França.

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