Egito reconhece não ter recursos para combater gripe aviária

Pelo menos 60 pessoas, das quais 23 morreram, tiveram gripe aviária desde o primeiro caso no país, em 2006

EFE,

13 Abril 2009 | 11h21

O serviço veterinário egípcio reconheceu que os recursos disponíveis para combater a gripe aviária no país não cobrem nem 30% das áreas mais afetadas pela doença, informou o jornal opositor Al Wafd.

 

Segundo a publicação, o diretor do Organismo Geral para os Serviços Veterinários egípcio, Hamed Samaha, assegurou que seu departamento não tem os equipamentos necessários para combater o vírus em todas as províncias do país.

 

Citado pelo jornal, Samaha diz que a criação de aves em ambiente doméstico é o primeiro motivo da propagação da doença. O Al Wafd não especifica quando o diretor deu tais declarações.

 

Pelo menos 60 pessoas, das quais 23 morreram, contraíram a gripe aviária desde que as autoridades do Egito anunciaram o primeiro caso da doença no país, em fevereiro de 2006.

 

O primeiro-ministro egípcio, Ahmed Nazif, pediu aos dirigentes do Organismo Geral para os Serviços Veterinários que reavaliem os planos para lutar contra o vírus com o objetivo de controlar a expansão da doença no país, acrescentou o Al Wafd.

 

O Egito é o país árabe mais afetado por esta doença. Dezenas de milhares de aves já foram sacrificadas em território egípcio para evitar a expansão do vírus H5N1.

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