Em 2009, 230 mil t de gordura trans deixaram de ir para as prateleiras do País

Desde 2008, 94,6% das empresas atingiram meta de 5% nas gorduras de alimentos processados

Agência Brasil

25 Novembro 2010 | 16h28

BRASÍLIA - Um estudo da Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação (Abia) revela que cerca de 230 mil toneladas de gordura trans deixaram de ir para as prateleiras do País em 2009.

O levantamento foi apresentado nesta quinta-feira, 25, durante a assinatura, pelo Ministério da Saúde, de um acordo de cooperação que prorroga por três anos o Fórum da Alimentação Saudável.

De acordo com a Abia, desde 2008, 94,6% das empresas associadas à entidade atingiram a meta que estabelece um limite de 5% de presença de gordura trans no total de gorduras em alimentos processados. No caso de óleos e margarinas, o limite é de 2%.

As metas foram estabelecidas com base em recomendações da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). A Abia representa 70% do setor produtivo nacional.

Foram avaliadas 12 categorias de alimentos, que incluem snacks, massas instantâneas, biscoitos, bolos, sorvetes, caldos, chocolates, sopas, panetones, óleos, pratos prontos, e margarinas e cremes vegetais.

As medidas previstas no Fórum da Alimentação Saudável também incluem a redução gradual do teor de sódio em produtos processados. A expectativa é de que, até 2020, o consumo de sal em todo o Brasil seja reduzido em 50%.

De acordo com o Ministério da Saúde, a ingestão de altas taxas de gorduras trans e sal aumenta os riscos de obesidade, doenças cardiovasculares, diabete, hipertensão e acidente vascular cerebral (AVC).

No País, um terço das crianças entre 5 e 9 anos apresenta excesso de peso. Entre adultos, o percentual chega a 50%. Além disso, 24,4% da população adulta nas capitais foi diagnosticada com hipertensão arterial e 5,8%, com diabete.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.