Em 4 meses, dengue já bate marca de 2013 em São Paulo

Até 23 de abril, já foram registrados mais de 3 mil casos na cidade

Fabiana Cambricoli, O Estado de S. Paulo

24 Abril 2014 | 10h53

SÃO PAULO - Com mais de 3 mil casos de dengue, a cidade de São Paulo já acumula neste ano mais registros da doença do que em todo o ano de 2013, revela balanço divulgado ontem pela Secretaria Municipal da Saúde. De janeiro até agora, foram 3.050 pessoas infectadas. Em todo o ano passado, foram 2.617 casos.

Em relação ao último balanço, divulgado em 17 de abril pela Prefeitura, o aumento foi de 512 casos ou 20%. Na ocasião, a capital somava 2.538 registros.

Mesmo após receber diversas ações de combate ao mosquito Aedes aegypti, o bairro do Jaguaré, na zona oeste da capital, segue com níveis cada vez mais preocupantes da doença. Em uma semana, o distrito teve 117 novos casos de dengue, aumento de 30% em relação ao balanço anterior, quando eram 387 casos. Com os novos registros, o bairro chegou a uma taxa de incidência de 1.010 casos por 100 mil habitantes. Acima de 300, já configura surto da doença.

Lapa e Rio Pequeno, também na zona oeste, aparecem com as maiores taxas de incidência depois do Jaguaré. O primeiro já teve 247 casos e o segundo, 194. O Tremembé, na zona norte, que no último balanço teve o dobro de casos do levantamento anterior, não apresentou aumento nesta semana.

Até agora, a capital já registrou uma morte por dengue. A vítima foi o garoto Israel Barbosa, de 6 anos, morador do Jaguaré, morto no início do mês. O secretário municipal de Saúde, José de Filippi Junior, havia dito na semana passada que a dengue estava “sob controle” na cidade e os casos estavam concentrados nos bairros do Jaguaré, Vila Leopoldina e Lapa. “Estamos com ações para, nestas duas semanas, estancar (a doença) nos três distritos.”

Campinas. No interior, a cidade de Campinas vive situação crítica. Anteontem, a Secretaria Municipal de Saúde confirmou a segunda morte provocada pela doença. Já são 14 mil casos em menos de quatro meses. Em 2007, ano da então pior epidemia da cidade, foram registrados 11,4 mil casos.

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