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Encontrada gruta onde loba teria amamentado Rômulo e Remo

Associated Press

20 Novembro 2007 | 15h 49

Arqueólogos encontraram o santuário onde os romanos acreditavam que a loba teria amamentado os gêmeos

Arqueólogos italianos revelaram nesta terça-feira, 20, a gruta subterrânea que os antigos romanos teriam reverenciado como o local onde Rômulo e Remo, os míticos fundadores da cidade, foram amamentados por uma loba.   Decorada com conchas marinhas e mármore colorido, o santuário fica a 16 metros de profundidade no Monte Palatino, o centro do poder na Roma Antiga.   O espaço vinha sendo sondado há dois anos com endoscópios e sensores laser, temendo que a gruta, que já está parcialmente preenchida por um desmoronamento, não sobrevivesse a uma escavação, diz o engenheiro Giorgio Croci, que trabalha no local.   Os arqueólogos estão convencidos de que encontraram o santuário onde os romanos acreditavam que a loba teria amamentado os gêmeos Rômulo e Remo, filhos do deus Marte, abandonados num cesto deixado à deriva no Rio Tibre.   Graças à loba, um símbolo da cidade até os dias atuais, os irmãos sobreviveram para que Rômulo fundasse a cidade e se tornasse seu primeiro rei, depois de matar Remo.   Textos antigos dizem que a gruta, conhecida como Lupercale, ficava perto do palácio de Augusto, o primeiro imperador romano. Augusto teria mandado restaurar e decorar o local com uma águia.   Esse símbolo do Império Romano foi encontrado sobre a câmara do santuário, que fica logo abaixo das ruínas de um palácio erguido por Augusto, diz Irene Iacopi, a arqueóloga encarregada do Palatino. Segundo a pesquisadora, Augusto usava os símbolos históricos e religiosos de Roma para reforçar seu poder.   "A Lupercale deve ter tido um papel importante nas políticas de Augusto", disse ela a jornalistas. "Ele se via como um novo Rômulo".