Divulgação/Agência Brasil
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Equipe da Unicamp identifica ossadas de três inconfidentes mineiros

Ossadas têm cerca de 200 anos e irão se juntar aos restos mortais de 13 inconfidentes

Agência Brasil

15 Abril 2011 | 13h16

BRASÍLIA - Após dez anos de estudos, foram identificadas ossadas de três inconfidentes mineiros mortos a cerca de 200 anos. José de Resende Costa, Domingos Vidal Barbosa e João Dias Mota, ganharão lugar no Panteão do Museu da Inconfidência Mineira, em Ouro Preto, Minas Gerais, onde irão se juntar aos restos mortais de 13 inconfidentes.

 

Os ossos foram submetidos a exames de densitometria e exame radiográfico - que mede a densidade dos ossos e identifica a idade que a pessoa tinha quando morreu. Tudo indica que José de Resende Costa tinha aproximadamente 70 anos, Domingos Vidal Barbosa, entre 30 e 32 e João Dias Mota, 50 anos.

 

Com a grande quantidade de fragmentos ósseos pertencentes a um crânio, a equipe da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), chefiada pelo professor e doutor Eduardo Daruge, conseguiu a reconstituição facial de José de Resende, por uma tomografia computadorizada em três dimensões feita em uma universidade de Londres. Eduardo afirma que as atividades do grupo não receberam recursos do governo em todos esses anos. " Tentei vários órgãos, mas não consegui nenhuma ajuda, pelo contrário, até gastei dinheiro do meu bolso, por exemplo, para fazer a tomografia".

 

Desde 1980, o diretor do museu, Rui Mourão, e a equipe de pesquisadores da instituição vinham estudando a autenticidade das ossadas. Em 1993, a equipe da Unicamp recebeu o material e começou o longo processo de separar e depois montar as peças. "Fizemos isso com muita dificuldade, eram muitos fragmentos de diversos tamanhos, estavam entre terra, pedras, pedaços de jornal picado, fios de cabelos", explica o professor.

 

A cerimônia de sepultamento está marcada para o dia 21 de abril, Dia de Tiradentes, e contará com a presença da presidenta, Dilma Rousseff, da ministra da Cultura, Ana de Hollanda, do presidente do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), José do Nascimento Júnior, além do governador de Minas Gerais, Antônio Anastasia, e do diretor do museu, Rui Mourão.

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