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Espelhos d'água do Museu do Amanhã, no Rio, têm água parada

Visitantes se assustaram com o possível criadouro do mosquito 'Aedes aegypti'; museu disse que água salina não oferece riscos

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Constança Rezende,
O Estado de S. Paulo

12 Fevereiro 2016 | 03h00

RIO  - Os espelhos d’água ao redor do Museu do Amanhã, um dos ícones da revitalização da zona portuária do Rio, ganharam um tom permanente amarelado e sujo, bem diferente da cor azul do dia da inauguração, em 19 de dezembro.

Nesta quinta-feira, 11, era possível ver tufos de sujeira preta acumulados nos fundos dos espelhos d’água e lixo na superfície. Uma sacola plástica preta boiava na lateral direita do museu, observada por seguranças e até pelo funcionário responsável pela limpeza. O cenário chamou a atenção dos turistas que visitavam o museu, que se assustavam também com a possibilidade de os espelhos d’água se transformarem em criadouros do mosquito Aedes aegypti, transmissor de dengue, zika e chikungunya. 

A administradora de empresas Mônica Santos, de 34 anos, que visitava o local com o marido, lamentou o aspecto do museu. “Em um momento em que todos alertam para cuidarmos de piscinas e evitar focos de dengue, isso é um mau exemplo”, disse a carioca, que conhecia o lugar pela primeira vez nesta quinta. 

A Secretaria Municipal de Saúde respondeu, por meio de nota, que os espelhos d’água do museu são abastecidos com água salgada do mar e, por isso, “não proliferam nem ajudam a eclodir ovos do mosquito”. Às 13h, um funcionário entrou em um dos espelhos e começou a aspirar a sujeira do fundo. 

Cloro. A assessoria do museu também respondeu que “os espelhos d’água são de água salina e, portanto, não oferecem risco de proliferação do Aedes”. “A limpeza dos mesmos é feita com frequência, por sucção a vácuo e com uso de cloro, por empresa especializada.” 

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