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Estado do Rio confirma 1ª morte por febre amarela

Óbito foi em Casimiro de Abreu, na Baixada Litorânea; secretaria muda estratégia e anuncia vacinação imediata em 24 municípios

Clarissa Thomé, O Estado de S. Paulo

15 Março 2017 | 15h22

RIO - A Secretaria de Estado da Saúde (SES) confirmou nesta quarta-feira, 15, a primeira morte por febre amarela silvestre no Rio, o pedreiro Watila dos Santos, de 38 anos. Ele morreu no sábado, em Casimiro de Abreu, na Baixada Litorânea, a 130 quilômetros da capital. 

A doença também foi diagnosticada em Alessandro Valença Couto, de 37 anos, transferido para o Hospital dos Servidores do Estado, na capital. Seu estado de saúde é considerado bom. A secretaria decidiu alterar o esquema de vacinação e anunciou o início imediato da imunização de moradores de 24 municípios das regiões dos lagos, serrana, norte e noroeste. 

O Estado do Rio decidiu imunizar 100% da população contra a febre amarela. A ideia é restringir ao máximo a proliferação da doença.

Watila morava em Córrego da Luz, próximo de Couto. O bairro fica na zona rural do município e dá acesso a regiões turísticas como Sana (em Macaé, norte fluminense) e Lumiar (em Nova Friburgo, região serrana). Eles não apresentaram os sintomas clássicos, como icterícia e hemorragia. Tiveram febre, dor de cabeça, dores no corpo e falta de ar. O subsecretário de Vigilância em Saúde da SES, Alexandre Chieppe, disse que não acredita que o Rio vá enfrentar surto da doença. “Estamos fazendo ação de bloqueio vacinal. Esses casos são silvestres, não há febre amarela urbana”, afirmou. 

Além dos dois casos confirmados, o Estado teve 36 notificações de suspeita da doença. Eles foram descartados, depois que os exames deram positivo para dengue e chikungunya ou negativo para febre amarela. Nesta quarta, os moradores de Casimiro de Abreu começaram a ser imunizados em um hospital de campanha. Escolas também armaram esquema para os alunos.

 

 

Nesta quinta, receberão a vacina os moradores de Silva Jardim, cidade a 40 minutos de distância de Casimiro, onde fica a Reserva Biológica de Poço das Antas, um dos últimos redutos de micos-leões-dourados na natureza. Na região há 3,2 mil animais.

“Não há vacina para macacos. O risco de proliferação nos deixa em alerta máximo. Há uma população de micos-leões-dourados em zoológico que, em caso de catástrofe, nos permitiria refazer o trabalho que já foi feito no passado, de reintrodução na natureza, quando o número de micos na Mata Atlântica era de 200”, afirmou Luís Paulo Ferraz, secretário executivo da Associação Mico-Leão Dourado. 

Brasil. Até segunda-feira desta semana, foram notificados ao Ministério da Saúde 1.538 casos suspeitos de febre amarela silvestre. Desses, 958 (62,28%) casos permanecem em investigação, 396 (25,75%) foram confirmados e 184 (11,97%), descartados. Minas tem 1.151 casos notificados. Em São Paulo, há apenas 25 registros.

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