Hélvio Romero/ Estadão
Hélvio Romero/ Estadão

Estudante chinês cria robô que faz acupuntura

Sistema introduz as agulhas com mais rapidez, tornando a terapia menos dolorosa, de acordo com Xu Tiancheng, da Universidade de Medicina Chinesa de Nanquim

O Estado de S.Paulo

31 Outubro 2017 | 10h21

XANGAI - Um estudante chinês construiu um robô capaz de realizar acupuntura com o objetivo de modernizar a milenar técnica terapêutica tradicional da China. De acordo com o inventor do novo sistema, Xu Tiancheng, um estudante de pós-graduação da Universidade de Medicina Chinesa de Nanquim, o robô realiza a acupuntura de forma menos dolorosa.

Batizado de Acubots, o robô é formado por um conjunto de câmaras e um braço mecânico que é utilizado para inserir as agulhas. A vantagem do sistema, de acordo com Tiancheng, é que as agulhas são inseridas na pele com mais rapidez do que seria possível para uma mão humana, fazendo com que o processo seja menos doloroso.

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O robô utiliza um mapa digitalizado de pontos de acupuntura, que de acordo com a medicina tradicional chinesa correspondem a determinados tecidos e órgãos. A partir do mapa, o robô identifica os locais exatos onde inserir cada agulha corretamente, depois de medir a altura e a forma do corpo do paciente.

Cerca de 60 estudantes da universidade se ofereceram como voluntários para testar o robô. "Um dos voluntários machucou o pulso quando jogava badminton, mas submeter-se à acupuntura conosco aliviou sua dor", disse Tiancheng. O estudante destacou, porém, que ainda será preciso fazer mais testes para determinar a verdadeira precisão dos Acubots.

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No futuro, Tiancheng acredita que o robô poderia ser utilizado para ajudar com diagnósticos e tratamentos médicos, especialmente para problemas digestivos e dores musculares. Por outro lado, admitiu que seu invento não será suficientemente seguro para ser utilizado nas partes mais delicadas do corpo, como a coluna vertebral.

Há 68 pessoas trabalhando no projeto, incluindo estudantes das universidades de Siracusa, em Nova York (Estados Unidos) e Loughborough, no Reino Unido. O aluno Tiancheng recebeu um financiamento de 100 mil yuans (cerca de R$ 49 mil) de agências do governo para realizar o projeto./EFE

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