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Estudantes lançam guia alimentar em forma de quebra-cabeça

Jogo é direcionado especialmente para crianças; para especialista, autonomia dos pequenos é importante no processo de nutrição

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Júlia Marques ,
O Estado de S. Paulo

19 Setembro 2014 | 16h05

SÃO PAULO - Um quebra-cabeça para ser montado durante todo o dia. Essa é a proposta do recém-lançado Meu dia alimentar, uma espécie de guia interativo que ajuda crianças e pais a descobrirem o melhor caminho para uma alimentação saudável.

Baseado em uma dieta de 2 mil calorias, o jogo é formado por pecinhas coloridas - cada cor representa um grupo alimentar - com nomes e ilustrações de alimentos, e por um tabuleiro quadrado onde as peças devem ser encaixadas. O objetivo é completar o tabuleiro ao final do dia, tendo comido a quantidade necessária para cada um dos 9 grupos alimentares. 

O projeto foi idealizado pelos estudantes Gabriela Bizari, de Nutrição, e Adriano Furtado, da área de Design, ambos da Universidade de São Paulo (USP). Para Gabriela, o quebra-cabeça se difere da tradicional pirâmide alimentar. "Nossa versão também é uma representação gráfica, traz as mesmas recomendações, só que de forma interativa e intuitiva", explica. A estudante esclarece que o jogo, no entanto, não dispensa o acompanhamento de um profissional, que é quem deve orientar sobre a dieta de cada criança. 

Ela conta ainda que uma peça-chave para a alimentação foi colocada no centro do tabuleiro: a água. "As crianças só podem encaixar a peça se tiverem bebido dois litros por dia", explica ela, que incentiva o consumo de água. "Não se pode esperar ter sede para beber. A sede já é sinal de desidratação". 

O jogo foi testado em uma escola particular com crianças de 7 a 10 anos. "Percebemos que as crianças gostam de falar sobre alimentação e tiraram conclusões importantes para a nutrição como a importância de fracionar as refeições, de três em três horas", diz. Embora tenha interface apropriada para os pequenos, o quebra-cabeça pode ser usado por pessoas de qualquer idade. 

Ela também conta que a baixa porção de açúcares e óleos recomendados pelo jogo não foi um susto para as crianças, apesar de estarem habituadas a comer doces e gorduras. "Quando eles olham para o tabuleiro e veem que podem comer uma porção de óleo e de açúcar, ficam muito felizes. Temos que acabar com a ideia da proibição. Trabalhamos com eles qual o melhor momento para consumir esse doce, por exemplo". 

O quebra-cabeça já pode ser adquirido pelo site do projeto. Os idealizadores também pretendem lançar em novembro um aplicativo gratuito com a mesma proposta. De acordo com Gabriela, a plataforma online permitirá ainda o contato direto do usuário com um profissional de nutrição e o acompanhamento diário da dieta. 

Autonomia. Para o diretor do Departamento de Nutrologia Pediátrica da Associação Brasileira de Nutrologia, Carlos Alberto Nogueira de Almeida, a educação nutricional para os pequenos é preciosa. "São necessárias informações que as próprias crianças possam usar. Se elas tiverem autonomia, podem ser partícipes do processo de nutrição", explica. 

De acordo com o profissional, a dica para os pais que querem uma alimentação saudável para as crianças é buscar informações e, eventualmente, ajuda profissional. De modo geral, é sempre importante ter uma alimentação variada e fracionada em 5 ou 6 refeições. "Comer frutas, verduras e legumes, reduzir ao máximo os industrializados e controlar o excesso de sal e açúcar", recomenda. 

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