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Estudo aponta que fumar pode aumentar sensibilidade ao estresse

Teste feito com ratos contraria a ideia popular que diz que fumar tem efeito relaxante

O Estado de S.Paulo

25 Julho 2017 | 16h50

Fumar pode aumentar a sensibilidade ao estresse, conforme um estudo feito em ratos pelo Centro Nacional para a Pesquisa Científica da França(CNRS) e publicado nesta terça-feira, 25, na revista "Molecular Psychiatry".

Contrariando a ideia popular que diz que fumar tem efeito relaxante e que a falta de nicotina produz estresse, a exposição a esta viciadora molécula pode produzir o efeito inverso, afirmaram os autores da investigação em comunicado.

Os científicos avaliaram os níveis de estresse social em roedores, situação que acontece quando "um destes animais é submetido a repetidas agressões dos dominantes". Nessa circunstância, alguns ratos bloquearam os receptores de nicotina, enquanto outros ativaram.

A partir da avaliação do comportamento e dos parâmetros eletrofisiológicos cerebrais, os especialistas do CNRS estabeleceram que não aparecem sinais de estresse social quando os receptores estão bloqueados e no caso contrário eles foram amplificados.

"Os pesquisadores também puderam constatar que um rato exposto a uma só agressão apresenta sinais de estresse só se tiver sido exposto previamente à nicotina", indica o estudo.

Ainda que o trabalho tenha foco em como os receptores nicotínicos afetam o controle do estresse nos ratos, o CNRS anunciou que os cientistas examinarão se essa situação pode ser ampliada a todos os transtornos de estado de ânimo e se os resultados são aplicáveis a seres humanos. /EFE

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