Estudo liga vitórias no futebol americano a voto em políticos de situação

O novo estudo analisou eleições americanas para presidente, governador e senador entre 1964 e 2008

Associated Press

05 Julho 2010 | 16h16

A ciência está confirmando algo que os políticos bem-sucedidos parecem saber por instinto: vale a pena apoiar o time de futebol da casa.

O sucesso de grandes times universitários de futebol americano nas duas semanas que antecedem um pleito pode ter impacto relevante no desempenho de políticos da situação, informam pesquisadores na edição de terça-feira, 6, do periódico Proceedings of the National Academy of Sciences.

 

"Eventos nos quais o governo não tem papel nenhum, mas que afetam o bem-estar dos eleitores, podem afetar as decisões que tomam no dia da eleição", dizem os pesquisadores.

 

O novo estudo analisou eleições americanas para presidente, governador e senador entre 1964 e 2008, comparando-os ao desempenho de 62 importantes equipes universitárias de futebol americano. Os autores descobriram que vitórias nas duas semanas anteriores ao pleito elevaram a participação dos candidatos à reeleição no total de votos entre 1,05 e 1,47 ponto porcentual nos municípios-sede das faculdades.

 

E para times destacados como "potências", o impacto foi ainda maior, dando aos candidatos da situação  de 2,30 a 2,42 pontos porcentuais de vantagem, na comparação com os anos em que o time da casa perdeu.

 

"Potências" foram definidas como times que haviam vencido pelo menos um título nacional desde 1964, ou com venda média de ingressos de 70.000 ou mais entre 1998 e 2008.

 

O professor-assistente de economia política da Universidade Stanford e colegas decidiram  mergulhar na relação entre futebol americano e política para determinar se as eleições são afetadas por fatores "irrelevantes". 

 

Há muito debate sobre a racionalidade do eleitorado, disse  Malhotra, além de estudos sugerindo que as pessoas podem ser "previsivelmente irracionais".

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