Felipe Dana/AP Photo
Felipe Dana/AP Photo

EUA pedem que todo sangue doado seja submetido a teste para zika

Recomendação ocorre por causa das incertezas sobre a transmissão do vírus; mais de 2,5 mil pessoas foram infectados no país e 9 mil em territórios

O Estado de S.Paulo

26 Agosto 2016 | 15h05
Atualizado 26 Agosto 2016 | 20h28

A agência reguladora de alimentos e medicamentos dos Estados Unidos, Food and Drug Administration (FDA), recomendou nesta sexta-feira, 26, que todos os estoques de sangue doado devem ser submetidos a testes para identificar o vírus da zika. O anúncio foi feito em meio a um aumento do número de casos da doença nos Estados Unidos.

“Existem muitas incertezas a respeito da natureza e da extensão da transmissão do vírus da zika”, afirmou Peter Marks, diretor do Centro para Avaliação Biológica da agência reguladora. “Neste momento, a recomendação para que se teste todo o sangue ajudará na garantia da segurança do estoque disponível para todos os indivíduos que precisam de transfusão”, declarou Marks.

A FDA já havia emitido um comunicado, no dia 16 de fevereiro, que recomendava testes para a detecção do vírus em bolsas de sangue, mas apenas em áreas onde fosse registrada transmissão local do vírus. O novo comunicado anunciado nesta sexta estende a recomendação a todos os Estados e territórios.

Segundo a agência, a recomendação foi atualizada “depois de uma cuidadosa avaliação de todas as evidências científicas e consultas a outras agências de saúde pública”, levando em consideração “as sérias consequências potenciais da infecção pelo vírus em mulheres grávidas e crianças nascidas de mulheres expostas ao vírus durante a gravidez”.

Os testes em todas as bolsas de sangue doadas já estão sendo feitos na Flórida e em Porto Rico, segundo a FDA. A agência informou, no comunicado, que a iniciativa está mostrando efeitos benéficos, ao identificar doações infectadas com zika. A expansão dos testes “continuará a reduzir o risco de transmissão do vírus por transfusão de sangue em todos os Estados Unidos”.

“À medida que a informação científica e epidemiológica se torna disponível, fica evidente que medidas adicionais são necessárias”, disse Luciana Borio, cientista-chefe da FDA. “Estamos divulgando essa revisão das recomendações para implementação imediata, a fim de ajudar a manter a segurança do fornecimento de sangue nos Estados Unidos”, disse.

Epidemia. Nos Estados Unidos, a transmissão local do vírus da zika por mosquitos foi registrada pela primeira vez no território de Porto Rico, em dezembro de 2015. Logo depois foram registrados casos em Samoa Americana e nas Ilhas Virgens. Em julho deste ano, foram confirmados os primeiros casos de transmissão local na Flórida, que já chegaram a 43, segundo o Departamento de Saúde local. Incluindo os casos relacionados a viagens, o país já soma 2.517 vítimas da zika, segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC). / FÁBIO DE CASTRO, COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

Mais conteúdo sobre:
WASHINGTON Estados Unidos Porto Rico

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.