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EUA alertam grávidas a não viajar ao Brasil por causa do zika

É a 1ª vez que Centro de Prevenção e Controle de Moléstias pede que grávidas evitem uma região por causa de surto

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Agências Internacionais,
O Estado de S.Paulo

15 Janeiro 2016 | 19h03

NOVA YORK - Autoridades da área de Saúde dos Estados Unidos decidiram orientar mulheres grávidas a não viajarem para países que registram surto de zika, por causa do medo de sua relação com a microcefalia. Até agora o Brasil e outras 13 nações latino-americanos e do Caribe têm casos relatados à Organização Mundial de Saúde - ontem, houve confirmação no Haiti. Quem não puder adiar a viagem deve tomar precauções contra o Aedes, como o uso de roupas de manga longa.

É a primeira vez que o Centro de Prevenção e Controle de Moléstias (CDC) dos Estados Unidos sugere a grávidas para que evitem uma região específica durante um surto. A definição final foi de alerta de nível 2 - há três níveis, sendo o primeiro só de orientação; e o terceiro para pedido de veto a todas as viagens. O CDC indica que as mulheres que pensam em engravidar analisem a importância da viagem agora e consultem os médicos.

Especialistas em moléstias infecciosas afirmam que o aviso se justifica plenamente, embora possa ter um efeito devastador para o setor de viagens e turismo. A discussão interna fez o CDC adiar por várias vezes ontem o anúncio da medida, que só foi divulgada às 22 horas (horário de Brasília). A orientação vale ainda para Colômbia, El Salvador, Guiana Francesa, Guatemala, Haiti, Honduras, Martinica, México, Panamá, Paraguai, Suriname, Venezuela e Porto Rico. / AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

 

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