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Luis Robayo/AFP

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EUA querem exames em bebês contra zika

Orientação é para que crianças nascidos a partir de agora no país, de mães que viajaram para territórios com surto do vírus, sejam submetidas a testes nos primeiros dias de vida

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O Estado de S. Paulo

26 Janeiro 2016 | 17h48
Atualizado 26 Janeiro 2016 | 22h38

O Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC, na sigla em inglês) divulgou nesta terça-feira, 26, novas recomendações envolvendo o zika vírus. A orientação é para que os bebês nascidos a partir de agora, de mães que viajaram para territórios com surto do vírus, sejam submetidos a exames nos primeiros dias de vida, para avaliar possíveis problemas neurológicos e má-formação congênita, com destaque para a microcefalia. Além disso, cresce o número de países com casos e a repercussão do surto na mídia internacional, o que pode repercutir na indústria de turismo.

Ainda nesta terça, um novo registro do zika vírus foi confirmado pelo CDC nos Estados Unidos, mais especificamente em Arkansas. O paciente viajou para um dos países com surto, agora alvo da recomendação para exames nos recém-nascidos. A diretriz vale até para as crianças que não apresentem sintoma de enfermidade e incluem medição do crânio, provas de audição e visão. Além disso, recomenda-se maior atenção e cuidados aos médicos diretamente responsáveis pelo acompanhamento dessas crianças. 

A lista de alerta inclui até agora quem viajou para Brasil, Colômbia, El Salvador, Guatemala, Honduras, México, Panamá, Paraguai, Venezuela, Bolívia, Equador, Porto Rico, Guiana Francesa, Martinica, Haiti, Suriname, Barbados, Guadalupe, San Martin, Guiana, Cabo Verde e Samoa. Ainda que o CDC não tenha estabelecido um vínculo definitivo entre o zika e a má-formação congênita, o aumento de casos de microcefalia nesses locais pôs o órgão em “alerta”. Neste mês, o CDC já havia sugerido a grávidas ou a quem pensasse em engravidar que adiassem a viagem para países com surto de zika.

Turismo. Na Europa e na Oceania também já há recomendação para que grávidas não viajem à América do Sul e crescem as consultas sobre cancelamento ou adiamento dos pacotes para o Brasil. “Recebemos consultas de vários clientes. E essas ligações só têm crescido com essa verdadeira tempestade de notícias sobre o vírus”, diz o diretor da agência de turismo Bespoke Brazil, Simon Williams. Na segunda, a doença foi a principal notícia do telejornal mais assistido do Reino Unido, o BBC News at Ten.

“Se você estiver grávida, deveria considerar evitar áreas onde o zika vírus está sendo reportado”, avisa o governo britânico. Já a Austrália “sugere às mulheres que estão grávidas em qualquer mês ou que planejam ficar grávidas que considerem adiar a viagem”. Recomendação idêntica foi emitida nesta terça pela Alemanha. Alertas sobre o zika também já foram emitidos pelos governos de Portugal e Espanha, entre outros.

A Associação dos Agentes de Viagens Britânicos (ABTA, na sigla em inglês) emitiu um comunicado em que reafirma a sugestão das autoridades britânicas de evitar as regiões afetadas, como o Brasil. A entidade recomenda ainda que mulheres que queiram engravidar e tenham viagem marcada para a região procurem um médico.  / AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

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