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Saúde

Estados Unidos

EUA têm 5 testes positivos para o zika

Novos casos são uma mostra sobre como a atenção para o vírus e seus sintomas tem aumentado

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O Estado de S.Paulo

20 Janeiro 2016 | 08h19

Cinco residentes dos Estados Unidos, incluindo pelo menos duas grávidas, tiveram testes positivos para o zika vírus, informaram nesta quarta-feira, 20, autoridades do setor de saúde. Os casos surgiram após as pessoas viajarem para países nos quais o vírus circula. Duas grávidas, ambas moradoras de Illinois, são monitoradas por seus médicos, segundo o Departamento de Saúde Pública do Estado.

As três outras pessoas são dois moradores do Condado de Miami-Dade, na Flórida, que viajaram para a Colômbia em dezembro, e um morador do Condado de Hillsborough, no mesmo Estado, que foi à Venezuela em dezembro.

Os novos casos são uma mostra sobre como a atenção para o zika e seus sintomas - febre, coceira, olhos vermelhos - tem aumentado nos últimos dias nos Estados Unidos, após o Centro para o Controle e a Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês) recomendar que grávidas evitem viajar para 14 países e territórios da América Latina onde há a presença do zika. Os especialistas em saúde destacam, porém, que dificilmente haverá um surto no país, considerando a época de inverno e as baixas temperaturas.

Opas. Ainda nesta quarta a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) admitiu que provavelmente o surto atingirá de alguma maneira todos os países da América Latina e o sul dos Estados Unidos. “Isso sobretudo por uma questão climática, uma vez que o mosquito transmissor é registrado em áreas tropicais e subtropicais”, disse o diretor de Análise em Saúde, Marco Espinal. 

Colômbia. O Ministério da Saúde da Colômbia sugeriu nesta terça-feira aos casais do país que evitem a "gravidez" por causa do avanço do zika vírus, que fechou 2015 com 11.712 casos registrados, dos quais 297 correspondiam a mulheres em estado de gestação.

"Considerando a fase na qual se encontra a epidemia e o risco existente, se recomenda a todos os casais em território nacional que evitem a gravidez durante esta fase, que pode ir até o mês de julho", diz nota divulgada pelo Escritório de Saúde e Proteção Social.

O documento, dirigido a autoridades departamentais, municipais e entidades prestadoras de serviços de saúde, também recomenda que "as gestantes que vivem em regiões acima dos 2.200 metros de altitude evitem viajar para regiões mais baixas pelo alto risco de contrair a doença".

A circular adverte que "é uma doença viral emergente para as Américas ocasionada pelo zika vírus" e indica que "a população em geral é suscetível" a contraí-la.

Além disso, o documento menciona o alerta emitido em novembro pela Organização Pan-Americana de Saúde (OPS) sobre o aumento dos casos de microcefalia no Estado de Pernambuco, no Brasil, e sua possível relação com o zika vírus.

Nesta terça-feira, o senador e médico colombiano Jorge Ivan Ospina, do partido Aliança Verde, relatou o primeiro caso de uma criança nascida com microcefalia causada pelo zika vírus no país.

"Fui notificado com a infeliz notícia do primeiro caso de microcefalia causado pelo zika vírus na Colômbia. O Ministério da Saúde deve confirmar e proceder", escreveu o senador no Twitter, mas sem detalhar o local onde ocorreu o caso.

Anteriormente, Ospina pediu ao presidente Juan Manuel Santos que fizesse um "pronunciamento alertando sobre os riscos do zika vírus e mobilizando a sociedade a combater o mosquito Aedes aegypti", que é responsável por sua transmissão.

Fontes do Ministério da Saúde disseram à Agência Efe que em uma "varredura" feita nesta terça-feira não foi confirmado nenhum caso de microcefalia relacionado ao zika e indicaram que existem registros dessa anomalia no país que é atribuída a causas diversas, como infecções, transtornos genéticos e desnutrição grave. /EFE