Ex-médico é condenado por morte após lipoaspiração

Marcelo Caron deverá cumprir oito anos em regime semiaberto e a pagar indenização de R$ 30 mil

Fabio M. Michel, estadão.com.br

15 Abril 2009 | 00h44

O Tribunal de Justiça (TJ) de Goiás condenou o ex-médico Marcelo Caron a oito anos de reclusão em regime semiaberto e a pagar indenização de R$ 30 mil à família da advogada Janet Virgínia Novais Falleiro, morta após complicações supostamente decorrentes de uma lipoescultura efetuada por ele em janeiro de 2001. O julgamento foi concluído às 22h30 desta terça-feira, 14, no 2º Tribunal do Júri, em Goiânia.

 

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Caron poderá recorrer da sentença em liberdade. Ele deixou o tribunal reafirmando ser inocente e voltou a responsabilizar outros médicos pela morte da advogada, que teve as alças do intestino perfuradas durante a cirurgia. "Quando a outra equipe assumiu (a cirurgia), defendi a necessidade de colocar um dreno no local, mas os colegas não seguiram minhas recomendações. Fui afastado do caso e o resultado foi fatídico. Apenas após a terceira cirurgia é que admitiram que realmente o dreno era necessário. Mas aí já era tarde demais", disse.

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