Romeo Gacad/AFP
Romeo Gacad/AFP

Família de morto por Ebola nos EUA chega a acordo com hospital

Thomas Eric Duncan foi o 1º diagnosticado pelo vírus no país; 2ª pessoa morre em Mali e 6º médico é infectado em Serra Leoa

O Estado de S. Paulo

12 Novembro 2014 | 08h49

DALLAS - A família de Thomas Eric Duncan - o primeiro paciente diagnosticado com Ebola nos Estados Unidos e o único a morrer em decorrência da doença no país - entrou em um acordo com o hospital de Dallas que o tratou.

O liberiano morreu no Hospital Presbiteriano do Texas em 8 de outubro. De acordo com a emissora de televisão de Dallas WFAA, a família anunciará detalhes do acordo nesta quarta-feira, 12.

A morte de Duncan levantou questões sobre o tratamento que ele recebeu, criticado por especialistas. Duncan começou a apresentar sintomas da doença no dia 25 de setembro e procurou ajuda no Hospital Presbiteriano. Depois de uma consulta, ele foi enviado de volta para casa com uma prescrição de antibióticos.

Duas enfermeiras que trataram Duncan foram infectadas pelo vírus do Ebola, mas ambas se recuperaram da doença.

Mali. O governo de Mali anunciou nesta quarta-feira a segunda morte por Ebola no país. Segundo o governo, foram tomados todos os procedimentos necessários para identificar pessoas que entraram em contato com a enfermeira de 25 anos. Ela morreu na noite desta terça-feira, 11.

O caso envolvendo a enfermeira em uma clínica médica particular na capital Bamako não tem relação com a primeira vítima de Ebola em Mali, uma menina de dois anos de Guiné que morreu no mês passado.

Serra Leoa. Martin Salia testou positivo para o Ebola nesta terça-feira e é o sexto médico infectado em Serra Leoa na atual epidemia da doença. Ele está recebendo tratamento, afirmou Brima Kargbo, médico-chefe do país.

Também nesta terça-feira, o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair se reuniu com funcionários de Serra Leoa e pediu que a comunidade internacional não se esqueça da luta contra a doença. 

"Mais leitos, mais equipes médicas e testes de laboratório precisam ser feitos mais rapidamente para controlarmos a situação", declarou Blair./AFP, AP E REUTERS

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