Família de vigilante morto em porta de hospital quer R$ 1,5 milhão de indenização

Parentes de paciente que ficou sem atendimento vão processar Hospital Santo Expedito, em Itaquera

Fabiana Cambricoli, O Estado de S.Paulo

22 Julho 2014 | 12h47

SÃO PAULO - A família do vigilante que morreu após ficar sem atendimento em um hospital particular da zona leste de São Paulo vai entrar com ação na Justiça pedindo R$ 1,5 milhão de indenização por dano moral e cível.

O Hospital Santo Expedito, em Itaquera, é acusado de omissão de socorro ao vigia Nelson França, de 48 anos, que chegou ao local passando mal na última quarta-feira, 16, e ficou agonizando no chão do estacionamento da unidade, sem atendimento. A cena foi filmada por uma testemunha. Os funcionários da unidade se limitaram a chamar o Corpo de Bombeiros para socorrer o paciente, que foi levado a um hospital municipal do mesmo bairro, onde já chegou morto.

Segundo Ademar Gomes, advogado que representa a família, além da indenização, a ação vai pedir ainda pensão para a mulher de França e para seus três filhos. "No caso da viúva, pediremos pensão vitalícia. Para os filhos, o hospital deverá assegurar o sustento até os 24 anos", disse o advogado. França deixou filhos de 9, 10 e 12 anos. "Ele era o principal provedor da família. A mãe e a irmã também dependiam dele", diz.

O vídeo com as imagens já é considerado pela Polícia Civil como prova da omissão de socorro. Como a investigação ainda está em andamento, ainda não foi definido quantas pessoas serão indiciadas e quem são elas.

Gomes diz que vai representar a família também na ação criminal, na qual pedirá que sejam responsabilizados o enfermeiro, o médico de plantão e os diretores do hospital.

O Hospital Santo Expedito afirma que abriu sindicância para apurar o ocorrido e que punirá "com rigor" os envolvidos caso seja apurada a responsabilidade de algum funcionário.

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