Família diz que erro causou amputação de braço em recém-nascido

Enfermeira teria aplicado medicação na artéria – e não na veia –, provocando necrose, acusa a família da criança; hospital nega

Gerson Monteiro, especial para O Estado,

09 Agosto 2012 | 22h30

 Um erro no atendimento de emergência no Pronto-Socorro da Vila Industrial, em São José dos Campos (SP), pode ter causado a amputação do braço de um bebê de 40 dias. Uma enfermeira teria aplicado medicação na artéria – e não na veia –, provocando necrose, acusa a família da criança. O hospital nega.

Segundo Miriam de Barros, auxiliar de enfermagem e tia do bebê, a criança passou mal no domingo e foi levada ao pronto-socorro pela mãe, D.M.B.T., de 17 anos, com arritmia cardíaca e palidez. O erro na aplicação de remédio por uma enfermeira teria provocado uma parada cardíaca. “Vimos a mãozinha dele toda roxinha”, comentou Joana de Souza, amiga da família.

Na tarde de segunda-feira, a família foi informada de que o bebê L. perderia a mão por conta de uma necrose. Anteontem, o quadro clínico piorou e a mãe e a avó precisaram assinar um documento autorizando a amputação do braço direito da criança.

Segundo Miriam, antes da cirurgia, uma médica teria confirmado que a gangrena teria ocorrido por causa da “aplicação errada de medicamento”.

A direção do hospital afirma que o paciente deu entrada “com um quadro de grave arritmia cardíaca e choque cardiogênico”. Também relata que “não encontrou indícios de negligência, imperícia ou imprudência nas condutas tomadas”.

Segundo o diretor clínico do hospital, Marcos Antonio da Silva, a punção pode ter atingido a artéria, mas em nenhum momento foi colocado medicamento, como informa a família. Silva também disse que os parentes do bebê estão sendo acompanhados por uma equipe que inclui psicólogos, médicos, enfermeiros e assistentes sociais.

“Que [O HOSPITAL]façam algo pela criança. Um convênio, uma prótese, uma ajuda psicológica, pois até agora não fizeram nada”, reclama a tia.

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