Nilton Fukuda/Estadão
Nilton Fukuda/Estadão

Febre amarela: Mairiporã tem postos de saúde lotados e alertas

Em UBS, aplica-se vacina até do lado de fora; movimento é intenso em pontos de vacinação na região central da cidade

Priscila Mengue, O Estado de S.Paulo

09 Janeiro 2018 | 06h00

MAIRIPORÃ - Não era necessário nem sequer entrar na Unidade Básica de Saúde (UBS) Centro, de Mairiporã, para se vacinar contra a febre amarela. Por volta das 15 horas desta segunda-feira, 8, cerca de 50 pessoas aguardavam na área externa. De tempos em tempos, uma funcionária saía de dentro do posto com uma caixa, na qual estavam as seringas já preenchidas com a dose da vacina.

 

+++ Fracionamento de vacina para imunizar Estado de SP contra a febre amarela começa em fevereiro

Segundo funcionários, ao menos 600 doses foram utilizadas até as 16 horas na UBS, o que seria duas vezes mais que as aplicações da última sexta. A procura seria semelhante à registrada entre o fim de novembro e o início de dezembro, quando as mortes de macacos por febre amarela chegaram a 22 na cidade, que tem cerca de 95 mil habitantes.

+++ Número de mortes por febre amarela na Grande SP sobe para 3

Imunizada desde novembro, a dona de casa Ivone Pereira Lima, de 50 anos, levou o neto Wendel, de 10 anos, para se vacinar nesta segunda. Morador de São Mateus, na zona leste de São Paulo, ele está em Mairiporã para aproveitar as férias escolares. “Estou passando repelente nele desde domingo”, relata. Assim como ela, a merendeira Samantha Simão dos Santos, de 27 anos, estava no local para vacinar os três primos, de 7, 8 e 12 anos, que a visitavam vindos de Ferraz de Vasconcelos.

Já a metalúrgica Rosana de Almeida, de 47 anos, resolveu se vacinar somente após a divulgação das mortes de duas pessoas na semana passada. “Nunca me importei, mas agora fiquei um pouco preocupada”, diz.“Dos meus três filhos, acho que só o pai do meu netinho se vacinou. Agora eles vão ter de ir”, ressalta. 

Também na UBS Centro, o caixa de padaria Gustavo Rafael de Camargo, de 18 anos, precisou ser convencido pela namorada, vacinada em dezembro. “Ela viu a notícia das mortes na TV e insistiu”, confessa.

Por conhecer uma das vítimas, a vendedora Daniela da Conceição, de 33 anos, também se vacinou nesta segunda. “Tinha amigos em comum. Quando começa em pessoas próximas, fica mais preocupante”, explica.

A motivação é semelhante à do pedreiro Herbert Mendonça, de 30 anos, que tem um primo internado com suspeita de febre amarela. “Soube que os macacos estavam morrendo, mas não achava que era grave”, diz ele, que estava em uma fila no Hospital Nossa Senhora do Destino, na região central. Desde sexta-feira, o local aplica vacinas 24 horas. 

Alertas

A prefeitura de Mairiporã espalhou faixas com informações e as frases “Febre amarela mata” e “Se depender de nós, você não vai amarelar”. Além disso, marcou uma audiência pública para esta terça-feira, 9. 

 

Perguntas & respostas

1. Quando é 100% recomendada a vacina?

Segundo especialistas, sempre que se for a uma área em que exista a doença. 

2. Quais são as reações possíveis à vacina?

Os efeitos colaterais graves da vacina são raros. Mas 5% da população pode desenvolver sintomas como febre, dor de cabeça e dor muscular por 5 a 10 dias. 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.