Fiocruz lança teste rápido para diagnóstico de HIV em 25 minutos

Exame tem margem mínima de erro e estará disponível na rede pública a partir de 2011

Agência Brasil

01 Dezembro 2010 | 20h08

RIO DE JANEIRO - O teste confirmatório de diagnóstico do vírus HIV agora será feito em até 25 minutos - o método convencional leva até um mês para ficar pronto. O kit do teste rápido foi lançado nesta quarta-feira, 1º, pelo Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz), no Dia Mundial de Luta contra a Aids.

O teste Confirmatório Imunoblot Rápido, que também tem margem mínima de erro e um custo cinco vezes menor para o governo federal, estará disponível na rede pública de saúde a partir de 2011.

De acordo com o gerente de Programa de Reativos de Bio Manguinhos/Fiocruz, Antônio Ferreira, o portador de HIV terá vários benefícios com a inovação tecnológica. Segundo ele, as gestantes vão ter menos risco de erro em seu teste preliminar, e a agilidade vai melhorar o atendimento nos centros de testagem.

“Com a confirmação rápida, excluiremos qualquer possibilidade de erro já nesse diagnóstico preliminar, evitando que eventualmente mãe e bebê sejam submetidos a um tratamento antirretroviral desnecessário", afirma Ferreira.

Além disso, segundo ele, mais de 70% das pessoas não retornam aos centros de testagem para saber o resultado do exame. “À medida que você consegue juntar a triagem e a confirmação, faz um trabalho extremamente efetivo”, ressaltou o gerente da Fiocruz.

Ferreira também explicou que o teste proporciona, além de agilidade, vantagens relacionadas ao desempenho em termos de sensibilidade e especificidade.

Outras inovações tecnológicas estão sendo desenvolvidas para o combate às doenças retrovirais. “Uma conquista do Ministério da Saúde, da Coordenação da Política de Sangue e da FioCruz é a implementação gradual do teste NAT (de ácido nucleico) para HIV e HCV (hepatite C), um exame molecular para ampliar a segurança nos serviços de hemoterapia no Brasil”, explicou o especialista. O teste já está registrado no ministério e deve ser implementado no primeiro semestre de 2011.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.