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França, Nova Zelândia e Israel têm suspeita de gripe suína

Diretor do Ministério da Saúde francês disse que 'não vão faltar outros casos' devido aos deslocamentos

Efe e AP,

26 Abril 2009 | 09h47

Na França, as autoridades examinam dois casos suspeitos de gripe suína em pessoas recém-chegadas do México. Já na Nova Zelândia, um grupo de dez estudantes neozelandeses pode ter contraído a gripe suína durante uma viagem ao México, enquanto em Israel um homem foi internado após ter voltado do México com sintomas de gripe.

 

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O diretor-geral do Ministério da Saúde, Didier Houssin, disse ao jornal Le Parisien que há "suspeitas, não confirmadas, sobre duas pessoas procedentes do México".

 

Segundo Houssin, que não deu detalhes dos dois possíveis casos de gripe suína, "não vão faltar outros casos" no país, dados os elevados deslocamentos entre França e México. No entanto, as autoridades francesas já criaram um centro de crise no Ministério da Saúde para acompanhar a evolução da situação no México e as possíveis consequências em território francês.

 

Já na Nova Zelândia, o ministro da Saúde, Tony Ryall, disse à imprensa local que ainda não há nenhum caso confirmado. Mas os exames preliminares aos quais os estudantes foram submetidos detectaram a presença de um vírus da gripe que contém a cepa de origem animal H1N1.

 

O ministro também declarou que nenhum dos dez estudantes está gravemente doente e que, aparentemente, todos estão se recuperando. Ainda segundo Ryall, nas próximas horas serão divulgados os resultados de exames mais detalhados.

 

Os dez suspeitos de estarem com gripe suína fazem parte do grupo de 25 universitários e três professores que ontem foram colocados em quarentena assim que chegaram à Nova Zelândia.

 

Em Israel, autoridades sanitárias ordenaram aos centros médicos que qualquer pessoa com suspeita de gripe suína seja colocada em quarentena até que os exames desmintam a doença. O Ministério de Assuntos Exteriores de Israel também publicou hoje uma série de recomendações higiênicas aos israelenses que se encontram no México, onde a gripe suína já matou dezenas de pessoas.

 

México

 

O Governo do México está tomando medidas para tentar conter a epidemia de gripe suína, que já deixou 20 mortos. O Mistério da Saúde admite, porém, que o número pode chegar a 81. Os colégios da capital do país e do Estado do México ficarão fechados até o dia 6 de maio. Há uma preocupação especial com a Cidade do México - que tem uma população de aproximadamente 20 milhões de habitantes.

 

Eventos esportivos e artísticos foram cancelados neste domingo, para evitar a possibilidade de o vírus se espalhar em grandes concentrações de pessoas. O Arcebispado da Cidade do México também anunciou a suspensão de todas as missas na capital.

 

Soldados e equipes de profissionais da saúde estão patrulhando aeroportos e estações de ônibus, em busca de pessoas que tenham os sintomas da gripe - entre eles enjoo, náuseas, febre, dores no corpo e diarreia. Autoridades de saúde dos EUA estão vigiando de perto os casos de gripe suína detectados em três Estados americanos e acompanhando as pessoas que recentemente estiveram no país vizinho.

 

EUA

 

A Casa Branca marcou para as 13h30 (de Brasília) deste domingo, 26, uma entrevista coletiva para discutir a gripe suína e a resposta da administração do presidente Barack Obama. As autoridades do governo que vão discutir a situação inclui a secretário de Segurança Doméstica, Janet Napolitano, e o diretor representante do Centro Para Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês), Richard Besser.

 

Até agora, pelo menos 11 casos de gripe suína foram confirmados nos estados da Califórnia, Texas e Kansas. Os pacientes têm idades de 9 anos a mais de 50 anos. Pelo menos duas pessoas foram hospitalizadas.

 

Um mortal cepa de gripe suína no México já matou cerca de 81 pessoas e provavelmente infectou 1.324 pessoas desde 13 de abril. O Conselho de Segurança Doméstica do presidente Obama está monitorando o surto, junto com o Departamento de Estado e o CDC.

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