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Funcionários deixam embaixadas dos EUA por medo de zika

Segundo o governo americano, os pedidos de transferência foram registrados em países para os quais o CDC emitiu alertas de viagem

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CLÁUDIA TREVISAN,
O Estado de S. Paulo

16 Fevereiro 2016 | 03h00

WASHINGTON - Seis funcionários de embaixadas dos EUA em países que registram epidemia de zika pediram para deixar seus postos em razão de temor dos efeitos da doença em grávidas de suas famílias. O Departamento de Estado não revelou se o Brasil está entre os países afetados pela decisão, que também abrange 14 familiares dos servidores.

Segundo o governo americano, os pedidos de transferência foram registrados em países para os quais o Centro de Prevenção e Controle de Doenças (CDC) emitiu alertas de viagem. A instituição recomenda que mulheres grávidas evitem nove países da América do Sul: Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana Francesa, Guiana, Paraguai, Suriname e Venezuela.

Segundo reportagem do jornal The New York Times, o Departamento de Defesa dos EUA também ofereceu a seus funcionários civis e militares a possibilidade de serem transferidos se houver grávidas entre seus familiares. O CDC sugere que as pessoas que viajarem para áreas afetadas pelo zika usem repelentes e roupas que cubram braços e pernas. Os homens casados com mulheres grávidas devem usar preservativos nas relações sexuais se viajarem para uma das regiões onde o vírus se propaga.

Cerca de 40 milhões de pessoas transitam por ano entre os Estados Unidos e os países que registram o vírus zika. Além do elevado número, a maioria dos infectados não tem sintomas da doença, o que torna ineficaz a verificação de saúde nos aeroportos. 

 

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