Genérico do Viagra ainda não convence em São Paulo

Preço mais atrativo do comprimido ainda não atrai usuários do medicamento contra impotência

Agência Estado

07 Julho 2010 | 14h07

SÃO PAULO - O preço mais atrativo do genérico do Viagra, que custa em média R$ 10 cada comprimido, ainda não convenceu usuários do medicamento contra impotência sexual na hora da compra.

Segundo as farmácias visitadas pelo Jornal da Tarde, os clientes preferem pagar mais caro pela marca que já é conhecida. "É questão de confiança. As pessoas já usam o Viagra e não querem arriscar em um produto novo", afirma Luis Carlos Cardoso, gerente da Droga Verde, do bairro da Casa Verde, na zona norte da capital paulista.

A constatação foi a mesma em outras nove farmácias de São Paulo. Cardoso conta que recebeu seis caixas do medicamento genérico para impotência na sexta-feira passada. Até o fim da tarde da última terça, tinha vendido quatro unidades.

No mesmo período, diz ter comercializado 40 caixas do Viagra, que é produzido pela Pfizer - a caixa com um comprimido custa cerca de R$ 15. "A redução no valor do Viagra em 50% ajudou a manter a fidelidade dos clientes", afirma João Silveira, balconista da Droga Augusta, que fica na Rua Augusta, Consolação. Por semana, ele diz que são vendidas aproximadamente 20 caixas de Viagra com um comprimido.

Para acirrar a concorrência, a Pfizer anunciou a redução nos preços no dia 8 de junho, pouco mais de um mês após a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que impôs o fim da patente do medicamento. Antes, cada comprimido custava R$ 30.

De acordo com a EMS, uma das empresas que recebeu autorização para fabricar o remédio genérico - com princípio ativo de citrato sildenafila -, até o início do mês haviam sido distribuídas mais de 1,5 milhão de unidades em todo o País. A entrega em farmácias e drogarias começou no dia 1º de julho.

"Não acho que com o tempo as pessoas vão preferir o genérico", afirma o balconista da Droga Raia, do bairro Cerqueira César, Leonardo Davi Lima dos Santos.

Para o médico clínico geral do Hospital das Clínicas Arnaldo Lichtenstein, ainda há preconceito quanto aos medicamentos genéricos. "Teoricamente, o genérico é o mesmo medicamento que já perdeu a patente e passa por uma série de testes definidos pelo Ministério da Saúde que comprovam sua eficácia. Isso quer dizer que ele é seguro, eficaz e mais barato", afirma.

As informações são do Jornal da Tarde.

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