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Governo do DF vai importar medicamento à base de canabidiol

- Atualizado: 16 Fevereiro 2016 | 21h 22

Pacientes que desejarem importar a substância devem estar cadastrados na Agência Nacional de Vigilância Sanitária

Em janeiro deste ano, o uso terapêutico do canabidiol, presente na maconha, passou a ser permitido no Brasil. A mudança foi fruto de uma discussão iniciada no ano passado, quando familiares de crianças que sofrem recorrentes crises de convulsão começaram uma movimentação para a liberação do produto

Em janeiro deste ano, o uso terapêutico do canabidiol, presente na maconha, passou a ser permitido no Brasil. A mudança foi fruto de uma discussão iniciada no ano passado, quando familiares de crianças que sofrem recorrentes crises de convulsão começaram uma movimentação para a liberação do produto

BRASÍLIA - Para atender a uma determinação judicial, o governo do Distrito Federal vai adquirir medicamentos à base de canabidiol, substância presente na maconha. A decisão foi publicada segunda-feira, 15, no Diário Oficial do DF, dispensando a necessidade de licitação para importar o produto.

O governo recebe propostas até as 17h de sexta-feira para importar, sob o menor preço e em caráter emergencial, suplementos alimentares à base de canabidiol, nos formatos seringa preenchida ou frasco. Pacientes de dores crônicas, Parkinson ou de epilepsias refratárias que desejarem importar o medicamento devem estar cadastrados na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

De acordo com resolução do órgão, a importação deve ser solicitada “por pessoa física, para uso próprio, mediante prescrição de profissional legalmente habilitado, para tratamento de saúde”.  Nenhum paciente pode ter em posse quantitativo que ultrapasse o necessário para um ano de tratamento.

A Secretaria de Saúde do DF informou que a compra pode ser solicitada pela própria pessoa ou por intermédio do Sistema Único de Saúde - nesse segundo caso, a única possibilidade de adquiri-lo é via decisão judicial, “já que é um medicamento não padronizado, importado e sem registro na Anvisa”. Não há estimativa de custo do produto, cuja comercialização não é permitida em território brasileiro.

 

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