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Governo do Rio cria força-tarefa para combater o 'Aedes'

Equipe de bombeiros fará visitas às casas junto com agentes de saúde; Secretaria usa drones para mapear terrenos

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Fábio Grellet,
O Estado de S. Paulo

22 Fevereiro 2016 | 22h36

RIO - Uma equipe de 800 homens do Corpo de Bombeiros do Estado do Rio começou nesta segunda-feira, 22, a auxiliar agentes de saúde, visitando imóveis para identificar possíveis criadouros do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e febre chikungunya.

O serviço será realizado em municípios da Baixada Fluminense e da Região Metropolitana, escolhidos segundo critérios técnicos, como o índice de infestação pelo mosquito e o tamanho da equipe de agentes de cada município. A expectativa é de que 100 bombeiros, acompanhados por agentes municipais de controle de endemias, visitem diariamente 2 mil imóveis.

Antes das visitas às áreas determinadas pelas prefeituras, um drone da Secretaria de Estado de Defesa Civil vai sobrevoar a região para identificar, do alto, possíveis criadouros dos mosquitos. As informações colhidas pelo drone vão ajudar a orientar o trabalho dos agentes e bombeiros.

A força-tarefa foi apresentada nesta segunda pelo governo do Estado e já começaria a atuar em Belford Roxo, na Baixada Fluminense. Entre os municípios atendidos também figuram São Gonçalo, Itaboraí, Itaguaí e Duque de Caxias. A responsabilidade pela visitação é do município, mas a gravidade da situação levou o Estado a criar a força-tarefa e oferecer treinamento aos bombeiros. O governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) admitiu a gravidade da situação, mas previu melhoras: “a gente enverga, mas não quebra. Com a entrada do Corpo de Bombeiros, vamos vencer essa guerra”, afirmou.

As visitas acontecerão de segunda-feira a sábado. Caso sejam localizados focos que não possam ser eliminados de forma mecânica (tirando a água já acumulada e tampando ou mudando de lugar objetos que possam acumular água), agentes municipais serão acionados para aplicar larvicida.

Segundo o secretário estadual de Defesa Civil, coronel Ronaldo Alcântara, “os militares estão capacitados para abordar corretamente os moradores, identificar os focos do mosquito e alertar a população sobre os perigos da proliferação dos focos”.

“Contamos com o apoio da população para que o acesso das equipes seja autorizado quando solicitado. Buscar os focos e entender a importância de dedicar alguns minutos por semana para evitar a proliferação do mosquito é essencial. O combate é um dever de todos. Só com a redução da circulação do mosquito é que vamos conseguir reduzir os casos das doenças que ele transmite”, afirmou o subsecretário de Vigilância em Saúde, Alexandre Chieppe.

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