RS suspende uso de larvicida por suspeita de relação com microcefalia

Suspeita foi levantada por entidade argentina; Mnistério da Saúde brasileiro nega relação

Lucas Azevedo, Especial para o Estado

14 Fevereiro 2016 | 14h11

PORTO ALEGRE - O governo do Rio Grande do Sul suspendeu nesse sábado, 13, o uso do larvicida Pyriproxyfen, utilizado para barrar o desenvolvimento da larva do mosquito Aedes aegypti. Segundo o secretário estadual da Saúde, João Gabbardo, a decisão deve-se à hipótese de que a substância pode potencializar a má-formação cerebral causada pelo zika vírus.

A suspeita foi levantada pela organização médica argentina Physicians in the Crop-Sprayed Towns nessa semana. A suspensão no RS foi comunicada às 19 Coordenadorias Regionais de Saúde, que devem informar às Vigilâncias Municipais.

"Decidimos suspender o uso do produto em água para consumo humano até que se tenha uma posição do Ministério da Saúde e, por isso, reforçamos ainda mais o apelo à população para que elimine qualquer possível foco do mosquito", explicou Gabbardo.

O larvicida, enviado pelo Ministério da Saúde ao RS, era utilizado em pequena escala no Estado em casos específicos, conforme a secretaria, quando não é possível evitar o acúmulo de água nem remover os recipientes, como chafarizes e vasos de cimento em cemitérios.

O Ministério da Saúde informou que "não existe nenhum estudo epidemiológico que comprove a associação do uso de pyriproxifen e a microcefalia." Segundo a nota, a pasta "somente utiliza larvicidas recomendados pela Organização Mundial de Saúde (OMS)." O órgão acrescentou que os produtos passam por um rigoroso processo de avaliação.

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