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Governo recua e divulga casos de microcefalia associada ao zika

Ministério da Saúde informou em boletim nesta terça que há 67 casos de bebês que tiveram a má-formação relacionada ao vírus

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Lígia Formenti,
O Estado de S. Paulo

23 Fevereiro 2016 | 22h44

BRASÍLIA - Depois da polêmica, o Ministério da Saúde voltou a incluir no boletim sobre microcefalia o número de casos de bebês que tiveram a má-formação associada ao zika: 67. O dado havia sido retirado do informe na semana passada.

Boletim divulgado nesta terça-feira mostrou que o número de casos suspeitos subiu 4,3% em uma semana. Até o momento, foram relatados 4.107 bebês com a má-formação. Semana passada, eram 3.935. Do total de casos até o momento, foram confirmados 583 e outros 950 foram descartados. Isso significa que, dos casos notificados, 37% foram esclarecidos - número ainda considerado baixo pelo governo.

Os casos confirmados ocorreram em 235 municípios de 15 Estados e no Distrito Federal. Já os casos suspeitos foram registrados em 1.101 municípios de 25 unidades da federação. Só Amapá e Amazonas não têm registros. Houve 120 óbitos por microcefalia ou por alterações no sistema nervoso logo depois do parto ou durante a gestação. Desse total, foi confirmada microcefalia e outras alterações em 25% dos casos.

O ministro da Saúde, Marcelo Castro, não explicou o recuo. Questionado, afirmou que a retirada das associações com zika tinha sido motivada para evitar “erros” de interpretação. O número de casos de bebês relacionados ao vírus, avaliou, seria muito maior do que o confirmado por exames. Ao Estado, neste mês, já havia ponderado que até 40% dos registros podem estar associados ao zika.

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