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Há sete casos de microcefalia na capital paulista, diz Padilha

Segundo secretário da Saúde, em cinco deles há suspeita de relação direta com o zika: são de mulheres que vieram do Nordeste

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Juliana Diógenes,
São Paulo

05 Fevereiro 2016 | 11h31

O secretário municipal da Saúde Alexandre Padilha disse nesta sexta-feira, 5, que a cidade de São Paulo tem sete casos confirmados de microcefalia. Há suspeita de relação direta com o zika vírus em cinco deles, que estão sendo investigados. Segundo Padilha, até agora a capital não registrou nenhum caso de zika.

"Cinco têm uma relação muito direta (com o zika) porque são mulheres que são do Nordeste e vieram para cá no final da gravidez", afirmou o secretário. Um balanço epidemiológico com registros de zika, dengue e chikungunya em São Paulo será divulgado pela Prefeitura na tarde desta sexta.

De acordo com Padilha, a Prefeitura acompanha as crianças que nasceram com má-formação para identificar os acometimentos relacionados e aplicar o tratamento adequado. As unidades de saúde estão orientadas a fazer visitas mais regulares às mães, conforme o secretário.  

“Elas vão ser acompanhadas  no nosso serviço de excelência na cidade de São Paulo. Esse esforço é para descobrir que outros acometimentos essas crianças podem ter. Isso é muito importante para a terapia e o cuidado adequado delas”, afirmou.

Prevenção. Pela manhã, Padilha e o prefeito Fernando Haddad (PT) visitaram um terreno para fazer a prevenção contra a larva do mosquito Aedes Aegypti, em Vila Esperança, na zona leste. De acordo com o prefeito, o local é usado pela Polícia Civil para abrigar veículos apreendidos. Procurada, a polícia ainda não se manifestou.

A gestão Haddad informou que foram mapeados 3.200 pontos na capital, entre borracharias, construções e ferros-velhos públicos ou privados, onde foi identificado acúmulo de material que pode reservar água. Segundo Padilha, os agentes de saúde têm feito visitas quinzenais desde outubro aos locais mapeados.

Um larvicida, técnica que, segundo a Prefeitura, é inédita, é aplicado pelos agentes de 60 em 60 dias. O monitoramento é feito quinzenalmente para checar se há risco de desenvolvimento da larva. 

"Estávamos habituados a usar o fumacê para matar o mosquito. Mas ele tem baixa efetividade. O mosquito não tem vida longa. O problema é a larva. Com esse larvicida, você mata a larva", afirmou o prefeito.

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