HC promove Campanha de Combate à Hanseníase

No dia 24, hospital fará atendimento para diagnosticar a doença, que pode trazer graves sequelas

estadão.com.br

13 Julho 2010 | 11h22

SÃO PAULO - No dia 24 (sábado), a Clínica de Dermatologia do Hospital das Clínicas, da Faculdade de Medicina da USP, promoverá uma campanha para diagnóstico da hanseníase, doença silenciosa que, quando não tratada, traz graves sequelas ao portador.

 

O atendimento acontecerá das 8 às 15 horas, no Prédio dos Ambulatórios do Instituto Central do HC, na Av. Enéas de Carvalho Aguiar, 155, próximo à estação do Metrô Clínicas, na capital paulista.

 

No local, neurologistas, ortopedistas, oftalmologistas, otorrinolaringologistas e médicos da clínica médica avaliarão os pacientes.

 

As pessoas com diagnóstico da doença serão tratadas pela Dermatologia do HC, afirma Leontina Margarido, responsável pelo Núcleo Multidisciplinar de Hansenologia.

 

A hanseníase geralmente se caracteriza por mancha esbranquiçada ou avermelhada na pele, sem sintomas de coceira, dor ou ardor; dormência nos dedos, mãos, braços e pernas; e dores e inchaços nas articulações.

 

"Mancha insensível é a mais comum, mas a doença pode se manifestar de maneiras variadas, a exemplo de entupimento e sangramento no nariz, perda de olfato, queda de cílios e de pelos das sobrancelhas, olhos avermelhados, secos, com intolerância à luz, além de feridas nos pés, tanto nas plantas como nos dedos", alerta a médica Leontina.

 

Segundo a Organização Mundial de Saúde, o Brasil ocupa o primeiro lugar no ranking da doença há mais de cinco anos. São 4,6 doentes para cada 10 mil habitantes, enquanto a Índia, berço da moléstia, apresenta 2,4 doentes para cada 10 mil pessoas.

 

A transmissão da doença se dá pelas vias aéreas. O tratamento é feito à base de medicamentos e pode levar de 6 meses a 1 ano, dependendo do tipo de lesão.

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