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Horas depois do fim declarado do Ebola, doença volta a matar

- Atualizado: 15 Janeiro 2016 | 07h 55

Novo caso foi identificado em Serra Leoa; OMS anunciou nesta quinta-feira que a batalha contra o vírus havia sido vencida na África

GENEBRA - Em um golpe contra a Organização Mundial da Saúde (OMS), um novo caso de Ebola foi identificado em Serra Leoa, horas depois que a entidade, em Genebra, na Suíça, comemorou o fim do pior surto do vírus na história. 

O país africano já tinha sido declarado livre do Ebola em 7 de novembro e, na quinta-feira, 14, o fim da transmissão na Libéria levou a OMS a organizar coletivas de imprensa e anunciar que a batalha tinha sido vencida na região. Mas um teste em uma pessoa que havia morrido no norte de Serra Leoa no início da semana comprovou, na noite desta quinta-feira, que a vítima havia sido contaminada pelo vírus. 

Cartaz em Freetown, capital de Serra Leoa, alerta sobre o Ebola

Cartaz em Freetown, capital de Serra Leoa, alerta sobre o Ebola

Apesar de festejar o fim da doença, a OMS havia alertado que novos casos surgiriam. Ninguém na entidade, porém, imaginava que o primeiro deles viria horas depois da declaração, deixando a direção da OMS em Genebra visivelmente constrangida. 

A vítima, para deixar o cenário ainda mais complicado, morreu em Serra Leoa. Mas vinha de uma área próxima à fronteira com a Guiné. Em dezembro de 2013, a OMS se recusou a admitir a existência de um surto na região e, em março de 2014, quando a declaração de emergência foi lançada, o vírus já estava fora de controle. 

Só em Serra Leoa foram mais de 4 mil mortes - em toda a região, foram mais de 11 mil. A comunidade internacional gastou mais de US$ 1,6 bilhão para frear o avanço da doença que devastou as economias dos países do oeste da África. 

A volta do Ebola a Serra Leoa
Bryan Denton/The New York Times
Comunidade de pescadores registra a doença e preocupa o país, o mais prejudicado pela epidemia do vírus na África Ocidental

A garota Marie Kamara, de 8 anos, sentada diante de uma faixa de quarentena na aldeia de pescadores de Rosanda, em Serra Leoa, onde o vírus ainda sobrevive; Marie morreu cinco dias depois da foto

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