Hormônio do crescimento aumenta risco de câncer de mama, diz estudo

A relação entre esse hormônio e o câncer de mama já tinha sido apontada por outras pesquisas

EFE

17 Maio 2010 | 16h14

O hormônio do crescimento (IGF-1), que potencializa a divisão celular, aumenta o risco do desenvolvimento de câncer de mama como consequência da multiplicação descontrolada das células, constata um estudo publicado pela revista científica Lancet.

 

Esse hormônio costuma ser utilizado durante a infância para potencializar o crescimento da criança. Também há estudos sobre suas propriedades contra o envelhecimento e para tratamentos cosméticos.

 

A relação entre esse hormônio e o câncer de mama já tinha sido apontada por outras pesquisas, mas esta nova, realizada por cientistas da Universidade Oxford, analisa os casos de aproximadamente 5 mil mulheres com câncer de mama de 12 países diferentes.

 

Também foram levados em conta os resultados de até 17 pesquisas sobre o assunto, para estudá-las de forma conjunta.

 

Segundo o estudo, 20% das mulheres com altos níveis de hormônio do crescimento no sangue têm 28% mais chances de desenvolver câncer de mama que os 20% de mulheres com os menores níveis desse hormônio.

 

"Ver conjuntamente todas as informações disponíveis sobre o tema nos fornece evidências conclusivas que demonstram que, quanto maior for o nível de IGF-1 no sangue, maior é o risco de câncer de mama", afirmou Tim Key, um dos autores do estudo.

 

Key apontou que a dieta pode ser um dos fatores que contribuem para aumentar os níveis desse hormônio no sangue.

 

Outro dos autores do estudo, Lesley Walker, indicou que o hormônio IGF-1 também pode causar câncer de próstata.

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