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Hospital municipalizado no Rio sofre impactos de crise

- Atualizado: 06 Janeiro 2016 | 20h 17

Pacientes do Albert Schweitzer, em Realengo, enfrentam problemas decorrentes da precariedade do atendimento

RIO - Embora a Secretaria de Saúde do Estado do Rio tenha divulgado que o Hospital Albert Schweitzer, em Realengo, na zona oeste, está “funcionando normalmente” e “sem restrições”, pacientes ainda enfrentam problemas decorrentes da precariedade do atendimento. Vítima de um derrame no domingo passado, Olindina José da Silva Vicente, de 66 anos, ainda não teve a tomografia analisada por um neurocirurgião.

Enquanto a família da mulher aguardava no saguão, no andar superior, autoridades do Estado e da prefeitura do Rio reuniam-se para acertar detalhes da municipalização. A unidade foi incorporada à rede municipal de saúde, como parte do acordo de ajuda da prefeitura à gestão em crise do governador Luiz Fernando Pezão (PMDB). O atendimento de emergência no local chegou a ser suspenso no fim do mês de dezembro.

Além do hospital de Realengo, a prefeitura assumirá o Hospital Rocha Faria, em Campo Grande, também na zona oeste, a partir da próxima segunda-feira. Os dois continuarão geridos por organizações sociais (OSs), mas as atuais gestoras terão os contratos rompidos. “Vai ser de forma amigável, não teremos de ressarcir”, disse o secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz.

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Verbas. Os dois hospitais receberam nesta quarta-feira aporte financeiro de R$ 26 milhões. Os recursos integram a segunda parcela do empréstimo que o prefeito Eduardo Paes (PMDB) anunciou em dezembro como socorro ao governo estadual. O secretário municipal de Governo, Pedro Paulo Carvalho, afirmou que o dinheiro manterá o salário dos funcionários em dia e os serviços em funcionamento. 

O Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro criticou a municipalização dos hospitais. A entidade reclama que a decisão foi tomada sem ter passado pelo Conselho Estadual de Saúde.

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