Hospital usa amostras em 40% das pesquisas

Criação do biobanco, em 1997, alavancou estudos sobre câncer e aumentou o impacto das publicações científicas

Mariana Lenharo,

25 Agosto 2012 | 21h35

O Hospital A.C. Camargo foi o primeiro do País a investir em um banco de tumores. Desde 1997, as amostras armazenadas serviram como base para a publicação de 42 artigos em periódicos científicos internacionais. Se em 1997 a instituição produziu 107 estudos, em 2010 a produção saltou para 229.

 

Também cresceu o fator de impacto médio das revistas científicas que publicaram esses artigos: 2,2 para 4,1. Esse fator mede a relevância da publicação, levando em conta o número de vezes que seus artigos são citados.

 

A contribuição do banco de tumores na produção científica da instituição foi tema de artigo na revista Biopreservation and Biobanking neste ano. Em 2010, último ano avaliado, 40% dos 359 projetos da pós-graduação do A.C. Camargo analisaram as amostras de tumor do biobanco.

 

"O objetivo do banco é gerar conhecimento que pode ser usado, posteriormente, para dar o pulo do gato que vai ser o novo tratamento", diz o patologista Antônio Hugo Fróes, do A.C. Camargo.

 

Contribuição do paciente. Para reservar um fragmento de um tumor, o paciente deve autorizar por escrito o procedimento e entender de que maneira ele será usado. Mesmo depois de ter doado o tumor, esse paciente pode pedir aos médicos que a sua amostra seja retirada do banco.

 

A condição para o armazenamento do fragmento é de que ele não atrapalhe o tratamento. E o doador tem os direitos de ficar no anonimato e de acessar o resultado das pesquisas.

 

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