Infecção pelo HIV acelera envelhecimento do cérebro

Epidemiologistas calculam que de 14% a 18% dos pacientes com aids nos Estados Unidos são maiores de 50 anos

EFE,

22 Janeiro 2010 | 19h00

nfecção pelo vírus de imunodeficiência humana (HIV) e os tratamentos para controlá-la envelhecem prematuramente o cérebro, segundo estudos publicados pela revista Journal of Infectious Diseases.

 

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    Os pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade Washington, e da Universidade da Califórnia descobriram que o fluxo sanguíneo nos cérebros de pacientes com HIV se reduz a níveis que, normalmente, são vistos em pacientes não infectados, mas que são entre 15 e 20 anos mais velhos.

 

    "O envelhecimento da comunidade de pacientes com síndrome de imunodeficiência adquirida faz com que os efeitos desta infecção no cérebro seja motivo de preocupação", disse Beau Ances, autor principal do artigo e professor de neurologia na Universidade Washington, de St. Louis (Missouri).

 

"Os pacientes sobrevivem em sua velhice e muitos deles nos expressam sua preocupação com os problemas que têm com a memória e outras funções cognitivas", acrescentou.

 

 Os epidemiologistas calculam que de 14% a 18% dos pacientes com aids nos Estados Unidos são maiores de 50 anos. Este grupo de idade também tem uma das taxas mais altas de novas infecções.

 

Outros estudos anteriores sobre os efeitos a longo prazo da infecção de HIV sobre a saúde descobriram que o vírus pode afetar de maneira adversa o coração, o fígado, o sistema endócrino, o sistema ósseo e os rins.

 

O HIV pode levar à demência em alguns pacientes, mas determinar cientificamente os efeitos do HIV e o envelhecimento do cérebro foi complicado, segundo Ances.

 

 "Acreditamos que o vírus entra no cérebro usando células de imunidade infectadas", acrescentou. "Uma vez no cérebro, o HIV não infecta diretamente os neurônios mas afeta, por outro lado, as células de apoio, que podem liberar fatores de imunidade que danificam os neurônios".

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