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Infectados por chikungunya poderão ficar 'encostados' no INSS, diz ministro

Doença leva a dores crônicas; Ricardo Barros chamou atenção para impacto que pedido de benefícios na previdência poderia acarretar aos cofres públicos

Lígia Formenti, O Estado de S. Paulo

24 Novembro 2016 | 16h01
Atualizado 24 Novembro 2016 | 16h31

BRASÍLIA - O ministro da Saúde, Ricardo Barros, afirmou que pessoas poderão ficar "encostadas" no INSS em virtude dos problemas provocados pela chikungunya. A infecção leva pacientes a terem dores crônicas, problemas nas articulações que muitas vezes impedem a realização de atividades corriqueiras, como pentear o cabelo, alimentar-se sozinhas e, em consequência, trabalhar. A doença também provoca a morte. 

Até agora, foram 138 óbitos. Durante a apresentação feita nesta quinta-feira, 24, o ministro chamou a atenção para o impacto que o pedido de benefícios na previdência poderia acarretar aos cofres públicos. "Teremos um problema previdenciário porque essas pessoas ficarão encostadas no INSS e isso aumenta as contas", disse. 

O número de casos de chikungunya deste ano é quase 10 vezes maior do que no ano passado. Até agora, foram registrados 251.051 casos. Em 2015, foram 26.435. O número de mortes também preocupa. Em abril, uma reunião de emergência foi marcada para discutir o problema com vários especialistas. No entanto, nenhuma providência foi adotada até o momento para se descobrir melhores estratégias de se reduzir o risco de morte.

 

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