Bryan Harry/National Park Service
Bryan Harry/National Park Service

Peixe contaminado provocou a doença da urina preta na BA, conclui pesquisa

Grupo que identificou o vírus zika confirmou que Síndrome de Haff atingiu cerca de 70 pessoas no Estado; dores musculares estão entre as características do mal

Heliana Frazão, Especial para o Estado

10 Março 2017 | 13h24

SALVADOR - As pesquisas sobre a doença misteriosa que provocava fortes dores musculares e deixava a urina escura, registrada no fim do ano passado na Bahia, concluíram se tratar mesmo da Síndrome de Haff, como já suspeitavam alguns médicos que investigaram o mal. Desde meados de dezembro, quando foram registrados os primeiros casos, até o mês de fevereiro, foram cerca de 70 ocorrências da doença no Estado.

A confirmação se deu a partir dos estudos de material colhido dos pacientes. Os profissionais da saúde perceberam um ponto em comum entre eles, quase a totalidade confirmava ter ingerido um peixe identificado popularmente como olho de boi (Seriola spp). Eles relataram também que os sintomas surgiram pouco tempo após a ingestão do alimento. Algumas vítimas precisaram ser internadas em hospitais de Salvador.  

As pesquisas foram realizadas por 12 especialistas, entre eles o infectologista Antonio Bandeira. O grupo é o mesmo que identificou o vírus da zika. O resultado do estudo foi encaminhado para publicação em revistas cientificas internacionais.

A doença de Haff tem como principal característica dores musculares intensas que surgem pouco tempo após a ingestão de peixe. Ela também escurece a cor da urina e, sem um atendimento médico imediato, pode levar o paciente à insuficiência renal.

Mais conteúdo sobre:
SALVADOR Bahia Antonio Bandeira

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.