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Saúde

Rio de Janeiro

Instituto do Cérebro acompanhará bebês com microcefalia no Rio

Crianças passarão por avaliações para nortear o tratamento; Estado registrou 201 casos suspeitos de recém-nascidos com má-formação

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Clarissa Thomé,
O Estado de S. Paulo

29 Fevereiro 2016 | 13h53

RIO - As grávidas com confirmação de que seus bebês têm microcefalia e crianças que nasceram com a má-formação começam a receber acompanhamento a partir desta terça-feira, 1º, no Instituto Estadual do Cérebro (IEC), no Rio de Janeiro. No hospital, referência para atendimento neurológico, a criança passará por avaliações e exames que vão nortear o tratamento.

Até a semana passada, a Secretaria de Estado de Saúde havia recebido o registro de suspeita de microcefalia em 201 bebês já nascidos e outros 49 ainda na barriga da mãe. Outros dois casos estão confirmados. No total, 4.746 mulheres relataram manchas vermelhas no corpo durante a gestação; os testes deram positivo para zika em 176.

O anúncio do novo protocolo de atendimento foi feito pelo secretário de Estado de Saúde, Luiz Antônio Teixeira Júnior, e pelo diretor do IEC, o neurologista Paulo Niemeyer Filho.

"É importante termos um projeto no Rio de Janeiro que acolha essa família, que está sofrendo por saber que terá uma criança com microcefalia", afirmou Teixeira Júnior. "A gente vai conseguir que todas as crianças nascidas com microcefalia passem por avaliação multiprofissional para poder delinear o atendimento delas. O Estado conhecerá todas as crianças com microcefalia. Isso vai servir para termos um grupo-controle para todo o Brasil e para o mundo."

A secretaria começou a entrar em contato com as mães e as grávidas na semana passada, por telefone. Cada bebê passará por cerca de dez consultas e exames. As crianças serão avaliadas por neuropediatras, fisioterapeutas, psicólogos, fonoaudiólogos.

Entre os exames, está o eletroencefalograma para diagnóstico de epilepsia - mal que afeta cerca de 40% dos casos de nascidos com microcefalia. "Vamos conhecer a expectativa de futuro, o que vamos precisar de estrutura social, e de estrutura de reabilitação no município", disse o secretário.

As grávidas com confirmação de zika serão encaminhadas para ultrassonografia no Rio Imagem. Com a comprovação de microcefalia, ela será atendida no IEC, onde passará por ressonância fetal, que permitirá identificar desde a gestação as alterações neurológicas que esse bebê terá.

O Estado também prepara o protocolo de atendimento para a Síndrome de Guillain-Barré. De acordo com o secretário de Saúde, será definido um hospital de referência na rede federal.

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