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SÃO PAULO

Itália tem diagnóstico de zika em pessoas que passaram pelo Brasil

Quatro pacientes se recuperaram bem; El Salvador recomendou que população evite gravidez até 2018

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O Estado de S.Paulo

24 Janeiro 2016 | 19h10

Atualizado às 22h03

SÃO PAULO - A Itália registrou quatro casos de infecção por zika vírus em março de 2015 em pessoas procedentes do Brasil. Os pacientes se recuperaram totalmente após atendimento em unidades médicas de Roma e Florença, de acordo com informações divulgadas neste domingo, 24, por meios de comunicação do país.

Três infectados foram tratados na capital italiana no Hospital Lazzaro Spallanzani, especializado em doenças infecciosas, enquanto o quarto caso ocorreu em Florença, distante cerca de 300 quilômetros. As unidades declararam que nenhum dos pacientes estava com gravidez em andamento, situação que poderia agravar a enfermidade provocando microcefalia no bebê. 

O vírus começou a se propagar na América Latina transmitido pelo mosquito Aedes Aegypti, que também transmite doenças como dengue e chikungunya. Estudos apontam que o Brasil pode ter registrado em 2015 ao menos 500 mil casos de zika. Até 16 de janeiro desse ano, a infecção é suspeita de ter causado 3.893 registros de microcefalia em bebês, especialmente em estados do Nordeste.

Além da Itália, foram divulgados casos recentes de zika no Reino Unido, na Espanha e nos Estados Unidos (em Nova York), todos em pessoas que haviam estado em países da América Latina onde o vírus está circulando.

Israel. Uma criança de 2 anos foi a primeira pessoa a ter diagnóstico de zika confirmado em Israel, segundo anúncio deste domingo do Ministério da Saúde do país. A menina esteve recentemente na Colômbia, onde já foram confirmados 13,5 mil casos da doença. Autoridades israelenses têm advertido grávidas para suspender viagens planejadas a países onde já foi confirmada a circulação do vírus.

Gravidez. Em reação ao avanço do vírus, autoridades de saúde de El Salvador estão alertando a população para evitar a gravidez até 2018, em um esforço para conter o nascimento de bebês com a má-formação encefálica. Outros países, como Colômbia, Equador e Jamaica, já haviam divulgados alertas similares.

“Se não fizermos recomendações à população, poderemos ter uma alta incidência de casos de microcefalia”, disse o vice-ministro de Saúde de El Salvador, Eduardo Antonio Espinoza. “Dentre essas crianças, 99% sobreviverá, mas com limitações nas faculdades mentais”, acrescentou.

A Organização Mundial de Saúde declarou que ao menos 20 países e territórios no continente americano já registraram a transmissão do vírus. /AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

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