Judeus ashkenazis possuem variação genética que protege do Parkinson

Característica reduz as chances de sofrer do mal em 30%; pesquisa foi feita com 1.360 voluntários em Israel

Efe,

11 Janeiro 2012 | 08h58

 Os ashkenazis, judeus de origem centro-europeia, possuem uma variação genética que os protege do mal de Parkinson e que agora será analisada por cientistas da Universidade de Tel Aviv para o desenvolvimento de remédios contra esta doença.

A pesquisa, realizada com 1.360 pessoas dessa origem étnica, uma parte portadora da doença e outra sadia, demonstrou que um em cada quatro ashkenazis que vivem em Israel é imune devido a uma modificação genética, informou nesta quarta-feira o jornal "Israel Hayom".

Esta condição, que reduz as chances de sofrer a doença em mais de 30%, é comum em filhos de ashkenazis por parte de pai e mãe, embora também ocorra quando um só dos progenitores é desta origem, porém a porcentagem diminui.

Os pesquisadores do Departamento de Genética da Universidade de Tel Aviv e do hospital Ikhilov chegaram à conclusão de que um em cada 70 judeus ashkenazis possui um variante genético capaz de neutralizar quase totalmente a doença.

"As pessoas que têm esta variação possuem 90% menos chances de sofrer de Parkinson", disse ao jornal o pesquisador Avi Or-Ortger.

Com estes resultados os médicos esperam detectar elementos genéticos que podem fornecer uma defesa efetiva contra essa e outras doenças degenerativas do cérebro.

Em Israel, uma em cada 50 pessoas acima dos 60 anos padece de mal de Parkinson, o que equivale a 25 mil doentes.

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