Lula pede que não se faça 'terrorismo' com gripe suína

Governo de Minas vai telefonra para pessoas que retornaram recentemente de áreas de risco

Clarissa Oliveira e Eduardo Kattah, de O Estado de S. Paulo,

28 Abril 2009 | 18h11

residente Luiz Inácio Lula da Silva empenhou-se em conter a preocupação crescente sobre as suspeitas de incidência da gripe suína no País. Antes de embarcar pela manhã de Manaus (AM) para Rio Branco (AC), o presidente admitiu que os casos seguem se multiplicando em outros países, mas afirmou que não vê motivo para alarde no Brasil. "Este é um momento de cautela, um momento de prevenção. Não é um momento de fazer terrorismo com uma coisa que não chegou aqui", disse Lula, procurando amenizar a preocupação com os casos monitorados em vários Estados.

 

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 Lula disse que, em caso de contaminação, o governo será transparente em relação ao assunto. "Se o Brasil tem a coragem de avisar ao mundo no mesmo dia quando chega uma febre aftosa, por que é que não iria avisar ao mundo que tem gripe suína no Brasil?", indagou. na segunda-feira, 27, Lula havia feito o sinal da cruz diante dos jornalistas que o acompanhavam numa extensa agenda na capital amazonense, afirmando rezar para que o problema não chegasse ao País. Hoje, ele voltou a declarar que o Brasil possui "remédios" para o caso de contaminação, e acrescentou que vai pedir uma "fiscalização rígida" nos aeroportos. 

 

"Agora, a gente não pode é ficar vendendo pânico, vendendo pânico, vendendo pânico, porque, de repente, você cria um problema onde não existe problema." Lula lembrou o alarde ocorrido no País quando surgiram as primeiras suspeitas de contaminação por gripe aviária. Ele citou em especial a preocupação diante da morte de "duas galinhas" no município paulista de Marília, que não estavam contaminadas com a doença. "Isso diminuiu o consumo de frango aqui no Brasil e diminuiu nossas exportações", reclamou.

 

 

O Ministério da Saúde divulgou boletim nesta tarde informado que, até as 15h, havia 20 casos em monitoramento no Brasil. A nota explica ainda que "monitoramento" é um estágio ainda anterior ao de" suspeita" na investigação de uma possibilidade de contaminação.

 

Além do governo federal, os Estados também reagem à possibilidade de presença do vírus H1N1, causador da gripe suína, no País. A Secretaria de Estado da Saúde (SES) de Minas Gerais decidiu montar um serviço de telemarketing para que técnicos da pasta entrem em contato com cidadãos que desembarcaram em território mineiro vindos do exterior nos últimos 15 dias.

 

A ideia é fazer uma "busca ativa" e um monitoramento, verificando se eles apresentam sintomas da gripe suína. A SES já requisitou à Infraero a lista dos passageiros e a previsão é de que o serviço comece a funcionar nesta quinta-feira, 30. Um comitê criado para o acompanhamento da situação da influenza suína em Minas se reuniu nesta terça, em Belo Horizonte.

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