Rafael Arbex/Estadão
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Macaco achado morto causa alerta de febre amarela em São Sebastião

Doença ainda não foi confirmada – exames demoram de 15 a 30 dias

José Maria Tomazela, O Estado de S.Paulo

18 Janeiro 2018 | 16h36

SOROCABA – Um macaco achado morto no bairro Guaecá, região central da cidade, causou aumento na procura pela vacina contra febre amarela em unidades de saúde de São Sebastião, litoral norte do Estado de São Paulo. O animal foi recolhido nesta quarta-feira, 17, próximo de área com mata atlântica, e amostras foram enviadas ao Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo, para determinar a causa da morte – uma das suspeitas é a febre amarela. De acordo com a Vigilância Epidemiológica, como o resultado dos exames demora de 15 a 30 dias, foram tomadas medidas de prevenção contra a doença na região onde o macaco foi encontrado.

Conforme a prefeitura, até agora a cidade não registrou casos da doença, por isso a vacinação vai seguir o calendário da campanha definido pela Secretaria da Saúde do Estado, com vacinação em doses fracionadas a partir do dia 25. A notícia da morte do macaco levou muita gente à procura de vacinas nas unidades do Canto do Mar, PSF Centro, Topolândia e Maresias. A pasta municipal de saúde alertou que as vacinas são apenas para pessoas que irão viajar para áreas de risco, sendo necessária a apresentação de comprovante da viagem para receber a dose.

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Em Caraguatatuba e Ubatuba, também no litoral norte, houve aumento na procura pela vacina, mas as prefeituras informaram que há disponibilidade de doses apenas para atender que vai viajar para regiões que têm a doença. Os demais moradores serão atendidos durante a campanha de vacinação que, nas duas cidades, contará com mutirões aos sábados.

SUSPEITA - Em São José dos Campos, no Vale do Paraíba, a Vigilância Epidemiológica aguarda o resultado dos exames da primeira morte com suspeita de febre amarela na cidade. A vítima, Marconio José de Barros, de 28 anos, morreu com sintomas da doença na última quarta-feira, 17, depois de internação hospitalar. Barros havia passado o Reveillon em Mairiporã, na Grande São Paulo, que já registrou seis mortes pela doença. Equipes do serviço de zoonoses fizeram nebulização e varredura em busca de focos de mosquitos transmissores no Jardim Imperial, bairro em que ele morava. 

Em Jacareí, moradores fizeram filas desde a madrugada em postos de vacinação. As doses de vacina se esgotaram. O diretor da Vigilância em Saúde, Ricardo Buchaul, fez um apelo pedindo aos moradores que tenham calma, pois a vacinação está dirigida a moradores da zona rural e pessoas que viajam para áreas endêmicas. “Não há razão para pânico, pois todos serão vacinados durante a campanha, que começa dia 25”, alertou. Em postos de Campinas, Hortolândia e Boituva, no interior, as filas em postos de vacinação se estenderam por vários quarteirões. Em Capivari, a vacina acabou.

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