Daniel Teixeira/Estadão
Daniel Teixeira/Estadão

Mais dois macacos têm teste positivo para febre amarela em SP

Primatas foram achados mortos em parque da zona norte; Prefeitura se articula para evitar ataques a animais

Juliana Diógenes e Priscila Mengue, São Paulo

28 Outubro 2017 | 03h00

Dois macacos encontrados mortos no Parque Anhanguera, na zona norte de São Paulo, tiveram resultado positivo para febre amarela. A informação foi confirmada ontem pela Secretaria Estadual da Saúde, após análises de amostras pelo Instituto Adolfo Lutz. 

Com a nova confirmação, sobe para três o número de primatas mortos por causa do vírus na capital paulista – a pasta já havia informado um óbito de um macaco no Horto Florestal.

Segundo a Secretaria Municipal da Saúde, 16 carcaças de macacos na capital foram levadas para análise desde o dia 9, data de confirmação da morte do primata no Horto. Em todo o Estado, 258 primatas morreram infectados pelo vírus desde o início do ano até sexta passada. 

Quinze parques na capital – todos na zona norte – estão fechados como medida preventiva contra a doença. Na lista, estão unidades como o Lions Tucuruvi e o São Domingos. Os parques Anhanguera e os lineares Canivete e Córrego do Bispo, no extremo norte, já haviam recebido a mesma orientação na terça. Já o Horto e o Parque do Cantareira estão fechados desde a semana passada.

Caça

A administração municipal já se articula para evitar a morte de macacos pela população, como ocorreu no Rio e em Minas durante surto da doença, entre o fim do ano passado e o primeiro semestre de 2017. “A Prefeitura está em alerta. Existe a possibilidade de que a população comece a se juntar para matar ou usar como desculpa para caçar”, diz a diretora da Divisão de Fauna Silvestre da Secretaria do Verde e Meio Ambiente, Juliana Summa. 

Segundo ela, por enquanto chegaram à pasta boatos de que macacos estariam sendo mortos na região de mata da zona sul da capital. A Guarda Civil Metropolitana (GCM) foi acionada. Campanhas na internet com as hashtags #OMacacoNãoÉoVilão e #FreeMacaco tentam sensibilizar moradores.

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