Manifestantes pedem liberação da 'pílula do câncer'

O uso da substância está suspenso pelo Supremo Tribunal Federal (STF), após ter sido liberado pela então presidente Dilma Rousseff (PT), antes do seu afastamento

josé Maria Tomazela, O Estado de S.Paulo

29 Maio 2016 | 18h59

SOROCABA – Uma manifestação pela liberação do uso da fosfoetanolamina sintética, também conhecida como 'pílula do câncer', reuniu cerca de 30 pessoas, neste domingo (29), no portão de entrada da Universidade de São Paulo (USP), em São Carlos, interior paulista. O uso da substância está suspenso pelo Supremo Tribunal Federal (STF), após ter sido liberado pela então presidente Dilma Rousseff (PT), antes do seu afastamento. A decisão, que atendeu pedido da Associação Médica Brasileira (AMB), ainda terá julgamento definitivo no Supremo. 

Entre os manifestantes, muitos eram familiares de pacientes e defensores do uso da fostoetanomalina, desenvolvida pelo pesquisador Gilberto Chierice, no Instituto de Química da USP. Os manifestantes estenderam uma faixa pedindo ao STF que reconsidere a decisão. Houve atos pela liberação da substância também em São José dos Campos, em frente ao Fórum, e em outros Estados, como Rio Grande do Sul (Porto Alegre), Paraná (Curitiba) e Bahia (Salvador). No Rio de Janeiro, um grupo estendeu uma faixa na Praia de Copacabana, com os dizeres: “Quem tem câncer tem pressa. Liberem a fosfoetanomalina.”

Os defensores do uso alegam que o composto é a última esperança de pessoas que têm câncer em estágio avançado e que há depoimentos de pacientes que teriam sido curados pela fosfoetanolamina. Na ação, a AMB alegou que o uso da substância não teve sua eficácia comprovada e poderia colocar em risco a saúde os pacientes. Segundo a entidade, a liberação pela então presidente contraria os direitos à saúde, à segurança e à vida, garantidos pela Constituição. A decisão provisória não impede que os estudos sobre os efeitos da fosfoetanolamina, anunciados pelo governo estadual paulista, sejam realizados. Não há data para o julgamento definitivo da ação no STF.

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