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Médico que lutava contra ebola morre após contrair a doença

Reuters

29 Julho 2014 | 16h 41

Sheik Omar Khan tratou mais de 100 pacientes, mas foi infectado em Serra Leoa; na Libéria, funcionários da saúde também morreram

O médico que liderava os esforços de Serra Leoa contra o pior surto de ebola da história morreu nesta terça-feira, 29, após ser contaminado pelo vírus, disse a principal autoridade de saúde do país.

A morte de Sheik Omar Khan, que tratou mais de 100 pacientes, ocorre após o falecimento de dezenas de funcionários da saúde e a infecção de dois médicos norte-americanos na vizinha Libéria, destacando os perigos enfrentados pela equipe que tenta conter a propagação da doença na África Ocidental.

Reuters
Na última semana, três enfermeiros do mesmo centro de tratamento onde Khan atuava morreram em decorrência da infecção

Acredita-se que o ebola tenha matado 672 pessoas em Guiné, Libéria e Serra Leoa desde que o surto começou, em fevereiro, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS). A doença contagiosa, que não tem cura conhecida, tem sintomas que incluem vômitos, diarreia e hemorragia interna e externa.

Khan, de 39 anos, saudado como um "herói nacional" pelo Ministério da Saúde, havia sido transferido para uma enfermaria gerida pela instituição Médicos Sem Fronteiras no extremo norte de Serra Leoa.

Ele morreu na tarde desta terça-feira, menos de uma semana depois que o diagnóstico foi anunciado, e no mesmo dia em que o presidente de Serra Leoa, Ernest Bai Koroma, deve visitar o centro de tratamento do médico na cidade de Kailahun, no nordeste.

"É uma grande e irreparável perda para Serra Leoa, já que ele era o único especialista do país em febres hemorrágicas virais", disse o médico-chefe, Brima Kargbo.

A taxa de mortalidade da epidemia atual é de cerca de 60%, embora a doença possa matar até 90% dos infectados.

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