Paulo Liebert/AE
Paulo Liebert/AE

Médico recebe por parto valor de uma mensalidade na academia

Classe médica reclama de baixos repasses por parte das operadoras de saúde; representante dos planos alega que reajustes são feitos com regularidade

Wanise Martinez, O Estado de S.Paulo

06 Setembro 2012 | 08h25

Os baixos valores repassados pelas operadoras por consultas, procedimentos e exames estão no centro das reivindicações dos médicos que interrompem o atendimento eletivo aos planos de saúde nesta quinta-feira, 6. 

 

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) estabelece um teto, mas não impõe uma regulamentação - os valores dependem de negociação direta entre a classe médica e os planos de saúde.  

 

Segundo a Associação Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge), a remuneração é variável e depende das particularidades de cada plano - os valores estão associados ao número de vidas cobertas no plano, ao tipo de plano e de cobertura, entre outros fatores. Por isso, alguns planos pagam mais e outros menos pelo mesmo procedimento ou consulta. 

 

De acordo com a Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), representante de 15 grupos de operadores de saúde, "os reajustes para procedimentos e consultas são feitos com regularidade, com índices sempre acima da inflação e também do índice praticado pela ANS".  

 

Abaixo, alguns exemplos de valores repassados pelas operadoras por procedimentos. Vale ressaltar que são valores médios. Dependendo do plano, o repasse pode ser maior ou menor. 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.