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Médicos cubanos terão salário integral, diz vice-ministra de Cuba

Laís Alegretti - Agência Estado

26 Agosto 2013 | 11h 35

Depois de afirmação de Marcia Cobas, Padilha esclareceu que profissionais receberão valor repassado pelo governo da ilha, não os R$ 10 mil do Mais Médicos

Atualizado às 12h38.

BRASÍLIA - Pouco depois de a vice-ministra da Saúde de Cuba, Marcia Cobas, afirmar que os profissionais cubanos receberão 100% de seus salários, o ministro da Saúde do Brasil, Alexandre Padilha, esclareceu que os médicos de Cuba continuarão recebendo o salário integral que ganham em seu país, além de um bônus por participar de missões externas. Isso se refere, segundo Padilha, ao valor repassado pelo governo cubano, e não ao valor integral do Programa Mais Médicos, de R$ 10 mil.  "Ela falou sobre as regras que o governo de cuba tem com 58 países, onde atendem situação parecida com a nossa. Eles mantêm vínculo permanente. Os outros médicos estrangeiros que vêm ao Brasil não têm emprego garantido no país de onde vieram. Quando acabar o período, eles não têm emprego garantido", explicou o ministro.

Perguntado se o salário dos profissionais cubanos é compatível com o custo de vida no Brasil, Padilha respondeu "não sei". O ministro lembrou, ainda, que é compromisso dos municípios garantir moradia e alimentação para esses profissionais. "O Ministério da Saúde acompanhará isso de perto, para que profissionais tenham tranquilidade para atender bem a população."

Durante discurso na cerimônia de abertura da fase de avaliação do Programa Mais Médicos, em Brasília, Marcia Cobas disse que a intenção dos profissionais cubanos não é ocupar o espaço do médico brasileiro. "Queremos ir aos lugares onde a população mais precisa, onde não tem médico", disse.

"Cuba é um país sem muitos recursos naturais. Nossos recursos são homens e mulheres que se preparam com conhecimento para tratar do nosso povo e do povo que precisa", afirmou. Ao fim do discurso, os profissionais aplaudiram Marcia Cobas de pé. Estavam presentes 176 profissionais que vieram de Cuba e 23 que se formaram em outros países, principalmente Portugal e Espanha. Eles farão, no Distrito Federal, o módulo de acolhimento e avaliação, que dura três semanas. Depois disso, vão para os locais definitivos onde atuarão no atendimento à população.

Em discurso no mesmo evento, Padilha disse que o Mais Médicos causa polêmica porque é "ousado e corajoso".