Médicos-residentes de todo o País ameaçam entrar em greve

Profissionais pedem aumento de bolsa desde 2007, além de auxílio-moradia, alimentação e licença-maternidade maior

Agência Brasil

23 Julho 2010 | 12h15

BRASÍLIA - Os mais de 17 mil futuros médicos do País podem entrar em greve caso o reajuste de 38,7% no valor da bolsa repassada pelo governo não seja atendido. Os médicos-residentes, que recebem R$ 1.916,45 mensais, também reivindicam auxílio-moradia, auxílio-alimentação e a ampliação da licença-maternidade de 4 para 6 meses.

Segundo o presidente da Associação dos Médicos-Residentes, Nivio Lemos Moreira Junior, os profissionais pedem o aumento no valor da bolsa desde 2007. O documento com as reivindicações será entregue nesta sexta-feira, 23, aos ministérios da Educação e da Saúde.

No texto, a entidade dá o prazo de 15 dias para o governo negociar com a categoria. Caso não haja resposta, os residentes de todo o País entrarão em greve. “Quem tem mais tempo de residência se torna um profissional mais preparado. Ele também necessita de tempo livre para estudar. Isso melhora a qualidade de atendimento nas unidades de saúde”, diz Moreira Junior.

O presidente da Associação Brasiliense de Médicos-Residentes do Distrito Federal, Cassio Rodrigues Borges, afirma que as condições de trabalho são precárias e isso reflete diretamente na saúde pública. “Essa estrutura ruim atrapalha a profissão dos residentes e isso causa um impacto negativo.”

O Ministério da Saúde e o MEC ainda não têm informações sobre o documento, por isso não se pronunciaram sobre o assunto.

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